17.7.21

EFEITOS


   Estaciono o carro no meio-fio da tarde. No cenário de vivência física, meu espírito intuitivo enxuga os poros suados do tempo, enquanto me ocorrem pensamentos paradoxais.
   Um menino parece voltar de onde não foi e duas mulheres passam, carregando suas sacolas pesadas de irremediáveis descrenças...
   Na esquina, um guarda de trânsito se esmera
pelo pão do dia. Mais uma vez o semáforo se abre, engolindo a pressa dos homens. Para onde irá tanta gente?...
   Em uma árvore um sabiá canta...
   Folhas caem...
   Eu olho...


Shirley Brunelli Crestana

7 comentários:

Mário Margaride disse...

Excelente reflexão, Shirley!
São assim os dias, na azáfama dos tempos complexos, das vicissitudes da vida.
Neste tempo, onde o tempo não pára, passamos ao lado, da essência de nós...

Feliz fim de semana!
Beijinhos!

Mário Margaride

http://poesiaaquiesta.blogspot.com

Anônimo disse...

makasih atas artikelnya,


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Toninho disse...

Lindo olhar poesia no tempo Shirley.
A pressa, o vazio das pessoas, o canto do pássaro.
Um show.
Abraços

ValeriaC disse...

Viajei nas suas palavras, amiga...visualizei cada cena! A vida é fugaz por demais, "engolida" rápido demais...
Boa semana, beijinhos
Valéria

José Carlos Sant Anna disse...

A intuição no coração e nos lábios as palavras sábias da reflexão. Ondas que nascem, morrem e renascem ao influxo poderoso da fonte de energia superior.
Abraços, Shirley!

betonicou disse...

Reflexivo e com excelente teor poético. Gostei imenso! Grande beijo.

Jorge Sader Filho disse...

É sempre assim, querida Shirley. Beijos e beijos!
Jorge