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12 de dezembro de 2015

INICIAÇÃO


Um influxo
 de harmoniosas vibrações
toma conta do meu Ser
e convido-te
 irmão de jornada
a me seguir
no ritual de iniciação
 que se faz necessário
neste mundo hostil e contraditório.
Incenso velas aromas cores
tudo preparado
para dissipar as trevas
e acionar a Luz Maior.
Aproxima-te de mim
neófito que sou
aguardo-te no umbral
de novas mudanças
de nova caminhada.
Que o Amor se infunda em nós
envolva nossas auras
e nos una 
nesse tempo de Paz!


FELIZ NATAL

Shirley Brunelli Crestana

5 de dezembro de 2015

MAIS UM DIA


A manhã chega sonolenta
e inclina a cabeça
no ombro do silêncio.
O solfejo dos passarinhos
em compasso binário
acaricia as horas
que cheias de ternura
hospedam a luz do sol.
Eu
 aqui sozinha
construo alicerces
 no meu mundo interior
e escrevo esses versos
para não me envenenar de preguiça.


Shirley Brunelli Crestana

28 de novembro de 2015

Voo noturno


A luz etérea do crepúsculo
sobe-me à cabeça
recrio um oceano de imagens
despertando vultos e versos
no mundo dos meus sonhos.
Serenas as horas passam
célere o céu escurece
e  como seres
predestinados a evoluir
depuremos a matéria
busquemos paz e liberdade
vem
sou tua
vamos morar
na esplêndida luz da lua.


Shirley Brunelli Crestana

21 de novembro de 2015

POR AMOR


Por você
aprendo a tocar a Quinta Sinfonia
viajo à velocidade da luz
e trago-lhe uma estrela
subo e desço mil vezes
a Escada de Jacó...
Por você
transformo-me numa fada
ou na Mulher Maravilha
e num ato supremo
 prendo o seu amor
para sempre
com cordas de luz...


Shirley Brunelli Crestana

14 de novembro de 2015

NADA SOU


Os caminhos são incertos
os dias imaturos
o tempo não existe.
Como fantoche
comandado pelo ego
caminho com passos inseguros
pelas areias movediças da vida.
Eu queria entender
o movimento instintivo dos átomos
a estrutura das estrelas
o metabolismo do Universo.
Preciso alcançar o Nirvana
mas
sem você
não tenho paz
nada sei
nada sou
nada posso.



Shirley Brunelli Crestana

7 de novembro de 2015

VERNIZ


Você me olha
e não sabe que sou
explícita mentira
mistura de conceitos
escória da verdadeira essência.
Sou guerreira
perdedora de muitas lutas
pecadora de muitas vidas.
Vivo de ângulos e intenções
momentos
flashes
vontade de ser
de cruzar todas as pontes
de ultrapassar todas as linhas.
Algum dia
meu amor
vou lhe dizer que você se ilude
quando me olha e pensa que me vê...


Shirley Brunelli Crestana

31 de outubro de 2015

DESABAFO


Viajei pelos espaços siderais
perambulei
 em várias dimensões de espaço tempo
percorri milhares de estrelas
planetas e satélites
tentei desenvolver atributos divinos
mas
ainda não consegui apagar os pecados
que me impedem de ter
 a ventura de te encontrar...


Shirley Brunelli Crestana

24 de outubro de 2015

MINÚCIAS


É noite
olho o céu
estou lunar
meditativa
falo com os astros
absorvo as sutis vibrações do universo
sinto uma energia balsamizante...
Em meio ao trabalho mental
flutuo levemente
como nuvem de algodão
e porque você vai chegar
solto os cabelos
pinto os lábios
faço-me bela
até esqueço que passei
um dia pleno de monotonia
quadriculado pela grade da janela.


Shirley Brunelli Crestana

17 de outubro de 2015

APENAS ISSO


Retalhos de sombras e de espumas
cicatrizes das lembranças...
Finco os olhos na vida
num dia incerto e insano
e vejo que sou
 apenas um barco
num mar violento
congelado de silêncio...


Shirley Brunelli Crestana

10 de outubro de 2015

BOM SERIA


Eu queria sentir tua voz macia
nos meus ouvidos enferrujados de solidão.
Nesse outubro calorento e emoldurado
pelo canto vigoroso e linear das cigarras
vejo-me atada ao chão
dessa vida primária e rudimentar...
Meu amor
sem tua presença
vagueio nas mesmices ilusórias
desse mundo físico transitório.
Eu queria...
Ah! Como eu queria
alcançar a paz profunda
para poder plasmar do universo
toda beleza
e toda poesia.


Shirley Brunelli Crestana

3 de outubro de 2015

SE FOSSE VERDADE


Eu gostaria de ser um vagalume
para piscar estrelas na escuridão
ou uma pedra com cara de chuva
para ficar fincada no chão.
O que eu queria mesmo
era ser o vento que passa
não sei o que tem dentro
nele ninguém sobe
dele ninguém desce.
Um dia dei um tiro no vento
quando se engraçou com a minha saia
e desafiou os meus cabelos...
Ah! A noite passada
para não perder a hora
dormi
com a janela aberta de bumbum pra lua.
Eu não. A janela.
Quando chegou o alvorecer
a manhã vestida de seda
fez cócegas no meu nariz
com um fiozinho de sol.
Acordei devagar como uma nuvem
tudo parecia verdade...
Hoje quero estar
 predominantemente lúcida e solidária
para poder entender
o princípio de relatividade de Einstein
e todas as desventuras da humanidade...



Shirley Brunelli Crestana

26 de setembro de 2015

SIMPLESMENTE


Apática
paro no meio da tarde
enxugando 
com pensamentos desconexos
os poros suados do tempo.
Um menino volta de onde não foi
e mulheres passam carregando
suas sacolas e seus pesares.
Na esquina
um guarda de trânsito se esmera
para no fim do mês garantir o pão
e mais uma vez o semáforo abre...
Para onde vão tantos carros?...
Um sabiá canta
uma folha cai
eu olho...




Shirley Brunelli Crestana

19 de setembro de 2015

SEM QUERER


 Corto com estilete
o mormaço sem graça
desse dia áspero
e seus pedaços
 rodopiam como ciscos
no insensível asfalto.
Inquieta estou
e para te esquecer
invento uma trincheira
no corpo breve da tarde
 mas tua lembrança
 me atira num futuro escuro
 de absurdos e de dúvidas...
  


Shirley Brunelli Crestana

12 de setembro de 2015

AQUELE DIA


Vesti o meu colar
feito do canto dos bentevis
e de contentamento
rasurei o silêncio
com risos e pétalas
quando você chegou de manhã
colocando aromas orvalhados
no meu inexplicável abandono...


Shirley Brunelli Crestana

5 de setembro de 2015

MÊS DE AGOSTO


Moro
 numa casa de ausências
onde invento trilhas
desenho barcos
e roendo as horas
tento uma saída.
Meu olhar paira 
no umbral das esquinas
onde revejo
antigos fantasmas.
Depois entro em mim mesma
calo a fome da alma
e tranco as portas da casa
com toda a força 
dos meus punhos em brasa...


Shirley Brunelli Crestana

29 de agosto de 2015

LIMITES


Alinhavo lembranças
nos véus do tempo
e penduro-as
numa parede imaginária
num pedaço do meu viver.
Alavanco a tarde
com o azul do céu
e numa caixa de papelão
guardo o canto dos pássaros.
Minha alma diverte-se
ao dar nós
na linha do horizonte
mas
 não tem jeito
sinto a vida efêmera
 tudo é nada sem você...


Shirley Brunelli Crestana

22 de agosto de 2015

RODEIO


Na fronteira da vida
um portal sinistro se abre
e o nosso irmão menor
indefeso e inocente
depara-se com a imensidão
da crueldade humana.
À sua frente está o homem
exibindo pseudo coragem
e evidente ignorância
sem saber que semeia e aduba
sua futura colheita.
É incompreensível
que por ganância
criaturas se vendam e soneguem
a própria consciência.
Rodeio
tourada
vaquejada
são palavras
carregadas de terror.
Diante de tanta covardia
de tanto primitivismo
meu coração angustiado emerge
de singular perplexidade.
Nessas horas abissais
eu daria minha vida
para acabar com essa maldade
e salvar os animais.


Shirley Brunelli Crestana

15 de agosto de 2015

TEMPO DE ESQUECER


Fecho os olhos
cruzo distâncias
sobre o abismo do peito
e lembranças
 fustigam-me a mente.
Guardo do passado
o som de tempestades
cheias de sementes e de ossos.
Esmago com os pés a solidão
e caminho com passos largos
como se eu tivesse para onde ir...


Shirley Brunelli Crestana

8 de agosto de 2015

TARDE


Estaciono o carro
no meio-fio do silêncio
e o vento audacioso de agosto
desafia um gato que passa
se esgueirando pelo muro rebocado
pintado de cores sujas.
Nada é definitivo
nem essa espera
nem essas horas de asas trincadas.
Eu só preciso
de um nutriente essencial
para dar um ponta-pé
nessa tarde que custa a passar...



Shirley Brunelli Crestana

1 de agosto de 2015

CONTEMPLANDO O VERDE


A luz dourada do entardecer
alumia e escorre
pelas leiras dos canaviais.
A terra quente
as plantas 
os pássaros
em uníssono
cantam com o vento
a canção da bem-aventurança
e do Amor Maior.
O coração 
saudoso e reverente
queda-se
diante das crenças
da imaginação
dos sonhos
e cansado da lida
exprime comoção
 nos olhos úmidos
 de tanta paz
  de tanta vida...


Shirley Brunelli Crestana

25 de julho de 2015

DEZ HORAS


O silêncio preguiçoso da manhã
acaricia-me o corpo estendido na grama
debaixo do céu infinitamente azul.
As folhas do açaí entoam um mantra
sob a batuta do vento morno.
Os minutos somem na rua deserta
cães latem na vizinhança
sem necessidade de estratagema...
De repente distraio-me
com algumas apressadas formigas
que andam sem rumo no rascunho deste poema...



Shirley Brunelli Crestana

2012

11 de julho de 2015

SEM RESTRIÇÃO


Chega a doer a alma
desfalecem os sonhos
anuviam-se as horas
quando me partem em pedaços.
Minhas energias atritam-se
sinto-me sem rumo
alheia às lições
ministradas pela vida...
Porém
quando chegas
me tocas com teu olhar
e com teu sorriso sensato
recolhes os meus cacos
torno-me infinita
esqueço minha cruz
viro brasa incandescente
brilho feito estrela
sou toda luz!...


Shirley Brunelli Crestana

27 de junho de 2015

PROPOSTA


Sou barco perdido
nas águas da noite
partículas de poeira
a flutuar diante das estrelas.
Sou ninguém
sem o seu cheiro e o seu amor
e se ainda me quer
me chame que eu vou...
Porque
não há porta ou janela
muro ou cerca elétrica
que me impeça
de correr até você.


Shirley Brunelli Crestana

20 de junho de 2015

ATÉ QUANDO?


Com espírito escravizante
inflexível
chegas enigmático
me agrides com o olhar
me afagas e me afogas
no oceano de tua inconstância.
Nesse contínuo fluxo e refluxo
de nossos sentimentos
decides os meus atos
com imaturas palavras
 que me arrastam
me arranham
me irritam.
Em mim
o tempo ficou parado
 libertei-me do teu jugo
já não posso querer-te
és poeira do passado.



Shirley Brunelli Crestana

13 de junho de 2015

VIAGEM


Recosto-me
  nessa parede branca de silêncio
 sinto-me decidida e mansa
sem deixar
que do oceano de minha boca
jorre qualquer palavra.
Nessas horas abstratas
trago nos olhos a luz resignada
 proveniente das estrelas...
Por favor
detenham a órbita dos planetas
vigiem as esferas siderais
aquietem o nosso mundo
e deixem as mãos do tempo
apontarem o caminho
que me conduzirá lentamente
aos portais do templo
que desejo penetrar...


Shirley Brunelli Crestana