CLICK HERE FOR BLOGGER TEMPLATES AND MYSPACE LAYOUTS »

SINO DO VENTO

Nº DE ACESSOS DESDE 22/11/2010

contador de visitas

NEFERTITI

NEFERTITI

Amigos Caminhantes

POSTAGENS RECENTES

KYPHI PARA ILUMINAR OS SONHOS

KYPHI PARA ILUMINAR OS SONHOS
incenso egípcio

ASFALTO DAS HORAS RECEBEU O SELO DA VEJABLOG - OS MELHORES BLOGS DO BRASIL

ASFALTO DAS HORAS FAZ PARTE DOS MELHORES BLOGS CULTURAIS

http://meublogtemconteudo.blogspot.com/
Obrigada por visitar e comentar as postagens

CADASTRE-SE E RECEBA AS ATUALIZAÇÕES NO SEU E-MAIL

Seu e-mail:

Delivered by FeedBurner

26 de abril de 2015

TODOS OS DIAS


Amanhece
agradeço o sono reparador
abro portas e janelas do corpo etérico
e deixo entrar o fluído vital.
Conscientizo-me
dos ruídos da manhã
da algazarra dos passarinhos
do sol que escorrega pelos telhados
e faz desenhos de luz no muro do pomar.
Ilusão da vida física
essa quietude durará pouco
logo mais
o vizinho fará uso da guitarra
do afinador 
do metrônomo e dos pedais
durante todo o dia.
Vai exercitar muitas melodias
quinhentas vezes a mesma escala
 treinar mil arpejos e saltos...
Entretanto
transcendo a realidade
não acho ruim
é sinal de vida aqui
distante do centro da cidade
e até divirto-me ao ver o tempo
tapando os ouvidos com as mãos. 
Mesmo assim 
apesar da singularidade do que sinto
e do influxo das vibrações sonoras
me afeta certa nostalgia
 falta alguma coisa...
Vou descobrir o que é.



Shirley Brunelli Crestana

18 de abril de 2015

JÁ NÃO SOMOS PARALELAS


Procuro-te
com a visão interior
e vejo-te sombra
imagem fluida
lânguido
preguiça no tapete.
Vendo-te frágil
cubro-te com a energia
dos átomos e moléculas
e querendo-te perfeito
imagino-te
místico
consciente
inquiridor.
Porém
confesso
não gosto de tuas limitações
dos teus dialetos
-- sei como abarcar todos os idiomas --
busco novas dimensões
quero outra amplitude.
Mesmo assim
não há mal algum
que de vez em quando
eu te procure sombra
no tapete de minha memória.

03/01/2012

Shirley Brunelli Crestana

11 de abril de 2015

É CHEGADA A HORA

 

É noite outra vez
e parece-me ouvir da boca das estrelas
indolente canção de ninar.
 Ideias melodramáticas
 e em grande ebulição
resmungam na sala
ao depararem-se
com minhas fraquezas
expostas sobre a mesa
junto às lições negligenciadas
que depressa trato de esconder
numa escura e confiável gaveta.
O tempo aconchega-se na penumbra
e inexplicavelmente
sem que eu compreenda
me faz merecedora e prenhe
de paz e de liberdade...
Antes que a madrugada chegue
 se esgueirando  como serpente
é preciso dar à luz este poema
já sinto a dilatação da mente...


Shirley Brunelli Crestana

4 de abril de 2015

ATITUDE PERIGOSA


O vento passa
roubando o verde do jardim
o amarelo do sol
o vermelho do meu batom.
O vento volta
com pompa de arauto
diz coisas sem sentido
estremece meus alicerces.
Ele vem
espia pela incauta janela
brinca com a minha saia
pisoteia minha tolerância
e depois
levando as cores da manhã
vai embora rindo
feito rio caudaloso
em direção ao futuro...
Os minutos
e o omisso relógio viram tudo
 nada fizeram para proteger-me.
Fico brava em silêncio
sem sonho sem nada
e não importa  minha sina
posso tornar-me assassina...
É isso mesmo
hoje vou matar o tempo!


Shirley Brunelli Crestana





28 de março de 2015

A SOLUÇÃO


Corajosa percorro
no campo denso da matéria
os descaminhos da solidão
onde pássaros noturnos
bicam migalhas da minha dor.
Escondo o meu fardo
da imponência mística das estrelas
e minha mente atravessa o Cosmos
como meteoro desenfreado
ao constatar que o meu viver
não tem cura sem amor.
Sufoca-me
o dedo em riste do tempo
 cansada estou de ser eremita
preciso de apoio
de um ombro amigo
e ninguém se habilita...


Shirley Brunelli Crestana

14 de março de 2015

ANSIOSAMENTE


Não há nenhum som na minha rua
e na luz tênue do interior da casa
os móveis ainda adormecidos não ouvem
as batidas do tempo no relógio de pêndulo.
Lá adiante na rodovia
a seiscentos metros da  sonolência dos meus olhos
cresce o movimento de caminhões e carros
transportando cargas e solidão.
Abro a porta
avidamente inspiro a energia positiva do sol
e depois
 caminho descalça na grama orvalhada
para receber a polaridade negativa da terra.
Isso traz alento para minha alma transviada
que hoje despertou
com gosto de canto do rouxinol na boca.
Bocejando
invento um sorriso 
acendo minha lâmpada interior
  vou fazer um cafezinho
pra esperar o meu amor.


Shirley Brunelli Crestana

7 de março de 2015

LIBERTAÇÃO


Com a mente exausta
de senhas e de sonhos
percorro os escaninhos do tempo
e enveneno-me com o sangue das manhãs.
Engulo os minutos que escorrem lentos
transmutando com fogo imaginário
os deslizes do espírito
enclausurado na carne viva da existência.
Sei que morrerei enfeitiçada pela saudade
numa hora qualquer de um dia singular.
Quando o momento chegar
lembrarei
da rosa vermelha que me deste
e no derradeiro instante
com a visão interior
vê-la-ei deslizar
na luz incrédula do teu olhar.


Shirley Brunelli Crestana



28 de fevereiro de 2015

ALÌVIO


Pensamentos dançam lá fora
e se envolvem
com as sombras das árvores
deixando para mim
a difícil tarefa
de gerenciar essa gaveta
prenhe de rascunhos
de palavras órfãs
desprovidas de beleza.
Preciso de um milagre
de um evento cósmico
ou de um amor
que me inspire uma poesia
 e que hoje me ajude
afugentar essa preguiça 
entalhada no meu olhar
nesse tempo que parece
andar para trás...
De repente
a iluminação acontece
um insight enche-me de alegria
consigo terminar este poema
e plenamente aliviada
já posso lamber a minha cria...


Shirley Brunelli Crestana

21 de fevereiro de 2015

TODOS SE ENGANAM


 Debruço-me na sonolência da janela
e invejo as estrelas que se banham
na lagoa escura do firmamento.
Enquanto bordo pedaços de tempo
espeta-me a pele a saudade do teu olhar.
Tenho um bisturi sempre à mão
para extirpar as emoções indesejadas
e engana-se quem pensa
que tenho empatia com a dor.
Sou feita de matéria
também de alma
e podem até dizer
que tenho a cabeça oca
mas
sei muito bem como entornar
a taça de vinho em tua boca...

08-06-2013

Shirley Brunelli Crestana

14 de fevereiro de 2015

SOCORRO


Não importa
se hoje me demoro
 nas trevas profanas
quero tudo sem sentido
pensamentos recicláveis
metáforas comestíveis
melodias sem compasso...
Pura ilusão
isso não é possível
as sinapses eletromagnéticas
naufragam  nas ondas cerebrais
quando desconsolada e frágil
 percebo o pneu furado
 do carro na garagem...
O que faço?
Ah! Meu querido
se você estivesse aqui agora
o problema seria resolvido
e eu não precisaria escrever
 no espelho do banheiro
 para lembrar amanhã cedo
   de chamar o borracheiro...


Shirley Brunelli Crestana

7 de fevereiro de 2015

OLHAR PREGUIÇOSO


Sei de árvores que insistem
em vestir babados verdes
apesar do inclemente verão... 
Da janela semiaberta
olhos escorregam telhado
a bisbilhotar tarde vagarosa...
Pendurados no varal
contornos de fantasmas
saçaricam cores ao vento...
Sol quase se pondo longe
lembro Sassá Mutema
conversando flores no jardim...


Shirley Brunelli Crestana

31 de janeiro de 2015

ESSE OLHAR


Não me olhes assim
eu preciso
extinguir os fardos do meu espírito
e cauterizar o passado
com a luz de uma estrela.
Eu preciso 
de um projeto novo
de um exílio qualquer
de uma dança ritualística
para conquistar o teu amor.
Não me olhes assim
fala comigo
eu preciso
alcançar o estado angélico
para te inundar de paz
ou a força do vento
para te arrebatar do chão...
Eu preciso
ter a coragem de um kamikaze
 para alvejar o teu coração...


Shirley Brunelli Crestana

24 de janeiro de 2015

HORA DA VERDADE


Nuvens grisalhas meditam no espaço
melodia suave vibra no ar doce da manhã
meu olhar se perde na esquina silenciosa...
Os raios  do sol chegam descalços
e corajosos pisam
no asfalto quente desse verão.
Um cachorro late clamando por liberdade
e não há brisa nas folhas jovens
desse tempo sem fim...
Vou pintar minha aura de azul
tomar uma overdose de coragem
e olhar para dentro de mim...


Shirley Brunelli Crestana

12 de janeiro de 2015

SERIA BOM


Busco palavras
 no fundo de minhas verdades
e unindo-as
com a energia da manhã
edifico poemas e muros
num incansável experimento.
Neste mundo tridimensional
 no qual estagio
- laboratório depurador -
penduro trapos coloridos
nos infinitos ciclos do tempo.
Quando o azul do céu se distrai
espalha inércia em minha alma
então
eu penso
que bom seria possuir asas
para romper as distâncias
pousar na tua janela
e ficar cinco minutos 
na mira do teu olhar...


Shirley Brunelli Crestana

13 de dezembro de 2014

SOL


O sol massageia
a pele macia e clara da manhã
enquanto meus pensamentos
imprevisíveis e invasivos
passam a galope
dispersando as horas vadias.
Meu amor
lembro-te
no frêmito das folhas do parque
quando beijavas a boca da noite
diante do meu olhar perplexo...
Não te esqueças
sou a causa e a solução
sou o templo de todas as experiências
sou o túnel
por onde passam todas as ausências.
Volta
traz a energia vital para o meu ser
mostra-me a partitura da música das esferas
devolve-me agora a alegria de viver...

Shirley Brunelli Crestana

6 de dezembro de 2014

CORAGEM


Eu quero
um corte na pele da palavra
um soco no estômago do vento
uma navalha na jugular do tempo
para assustar e dar um basta
na solidão que me devora.
Eu quero um padre
ou um analgésico
para me livrar da ansiedade
que embota a luz dos meus olhos.
A taciturna taça da noite
transborda míseras gotas de esperança
e para comprar um sorriso dos seus lábios
eu não tenho um vintém
mas você
não sabe
não liga
 não vem!

Shirley Brunelli Crestana

29 de novembro de 2014

À BASE DE ÁGUA



O cuidador da piscina
veio hoje
aspirou
drenou
limpou
filtrou
pintou a solidão
com tinta à base de água
e se foi...
Olho pela janela
não estou ciente da árvore
mas
um passarinho 
 me encanta nesse amanhecer.
 Hoje estou mais veloz que uma lesma
ao seguir os passos do silêncio
porém
meu amor
enquanto você não chega
vou lá fora
quero enfeitar esse dia
colhendo as flores do vento...


Shirley Brunelli Crestana

22 de novembro de 2014

SEM SENTIDO


Um pingo aqui
um pingo acolá
e eu
com medo de chuva forte
subo e limpo
   no telhado 
a calha
   coalhada
de folhas
          molhadas...
Que importância tem
se as dimensões se interpenetram
se a casa está limpa
se a pele foi hidratada
enquanto trago a alma seca
e ninguém me liga por nada?...

Shirley Brunelli Crestana

15 de novembro de 2014

VOLTEI



Voltei sem resolver os problemas
e amanheci cansada.
A originalidade das palavras
voou feito borboleta
a espargir no meu juízo
resíduos de horas inúteis.
Ideias algemadas pelas incertezas
despertam-me na mente
um lado assassino
vou acabar decepando
as notas musicais do canto do sabiá
que faz estremecer os versos desse poema.
Quero hibernar no ventre da lua
passar a limpo minhas pendências
mas
repito
acordei cansada de tudo
e vejam 
era só o que me faltava
há dois pacotes de miojo
em cima do criado mudo!...


Shirley Brunelli Crestana

1 de novembro de 2014

MENSAGEM


Caros amigos
esta mensagem
escrita com palavras de luz
emergiu do meu coração
para lhes dizer
que o Asfalto das Horas
ficará inativo por algum tempo.
Assim que certas questões surgidas
no acostamento de minha vida
forem solucionadas
depressa retornarei...
Baixinho e à sós
confesso-me viciada em poesia
por isso
estarei sempre com vocês...
Muita paz para todos nós!


Shirley Brunelli Crestana

25 de outubro de 2014

RECADO


Em breve
mandar-lhe-ei uma mensagem
sem ambiguidade ou fantasia
- sei que você a quer -
escrita numa pétala
pendurada numa estrela
ou
sei lá
de um jeito qualquer...


Shirley Brunelli Crestana



11 de outubro de 2014

HISTÓRIAS


Olho
penso
interiorizo-me
antevendo drásticas mudanças
nesse tempo de evolução
do Planeta Terra.
O vento maroto desvia-me a atenção
saracoteia e registra  no muro da frente
mensagens que tento compreender
 depois some
corcoveando como cavalo bravo
como se não voltasse mais.
Protegida pela quietude do anoitecer
 elevo o pensamento
lembro você
porém
o silêncio dura pouco
há um burburinho no ar...
Ouço as  inocentes risadas das estrelas
e as repetidas histórias do velho luar... 

Shirley Brunelli Crestana


4 de outubro de 2014

MURALHA


Pingos cantam em uníssono
caindo cristalinos e líricos
na taça turva da tarde.
Essa cortina de chuva
me protege das sensações efêmeras
justifica adiar compromissos
limita as possibilidades.
Sem nada esperar desse dia cinzento
troco ideias com a eternidade
e acendo archotes
no meu mundo interior.


Shirley Brunelli Crestana

27 de setembro de 2014

CONFLITO


Você
seu olhar
saudade
a grudar como cola
na pele das lembranças...
Pensamentos complexos
impunes e imprecisos
esbarram 
no voo incerto das palavras...
Seu sorriso semente
reflexo do seu espírito
transporta-me a amplos espaços
para os braços dos anjos...
Às vezes
sozinha
perdida no campo denso da matéria
não sei o que faço
ao perder o compasso
desse tímido coração...


Shirley Brunelli Crestana

20 de setembro de 2014

DECEPÇÃO


O som de tua maldade
varou-me a carne aflita
e um mar revolto
penetrou o meu medo.
A tarde que era linda
- havia sol -
murchou no meu plexo solar
que espetado
na ponta de tua intenção
incensou os venenos
até o anoitecer...


Shirley Brunelli Crestana