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27 de setembro de 2014

CONFLITO


Você
seu olhar
saudade
a grudar como cola
na pele das lembranças...
Pensamentos complexos
impunes e imprecisos
esbarram 
no voo incerto das palavras...
Seu sorriso semente
reflexo do seu espírito
transporta-me a amplos espaços
para os braços dos anjos...
Às vezes
sozinha
perdida no campo denso da matéria
não sei o que faço
ao perder o compasso
desse tímido coração...


Shirley Brunelli Crestana

20 de setembro de 2014

DECEPÇÃO


O som de tua maldade
varou-me a carne aflita
e um mar revolto
penetrou o meu medo.
A tarde que era linda
- havia sol -
murchou no meu plexo solar
que espetado
na ponta de tua intenção
incensou os venenos
até o anoitecer...


Shirley Brunelli Crestana

13 de setembro de 2014

PONTO FINAL


Ando à tua procura
pelas estradas poeirentas da solidão
e penduro os fantasmas que me rodeiam
na luz tremeluzente das estrelas.
Deito todo o meu cansaço
no colo da noite redonda e fria
levando na bagagem milenar do espírito
conflitos e fraquezas que há em mim.
Contagiada pela tua ausência
 vagueio pelos cantos do silêncio
contudo
um dia te encontro
entro em tua vida
penetro a tua pele
e seja como for
circulo para sempre
 pelos trinta quilômetros 
de vasos sanguíneos do teu corpo
contaminando-te com o meu amor...


Shirley Brunelli Crestana

6 de setembro de 2014

DISTÂNCIA


Deitada na grama
meus olhos de domingo
-como duas sondas espaciais-
tentam medir a longitude
entre a terra 
e o deserto azul do céu
 massa atômica
a ocultar de mim o infinito.
A ação lesiva do sol das dez
fere-me a sensibilidade da pele
e meus cães aproximam-se 
ensaiando gestos de carinho.
De um lado
árvores com promissoras frutinhas
do outro
duas palmeiras com suas folhas serenas
acenam-me delicadamente.
Outra vez
meu olhar inquiridor tenta descobrir
a que lonjura está esse azul...
De repente
penso em você e tudo para
o que me incomoda agora
 é a distância que nos separa...


Shirley Brunelli Crestana

30 de agosto de 2014

PENSAMENTOS SEM RUMO


As nuvens chegaram
ensimesmadas
flutuando a esmo
no calor do dia azul.
Vieram em bandos
humildes e brancas
com o coração vazio.
As pessoas que passavam
não notaram
imersas que estavam
numa frequência vibratória instintiva
presas aos valores supérfluos da vida.
Bocejando
o vento dispersou as horas
e estando você tão distante
 fiquei a dialogar comigo mesma
sentada nos degraus da tarde...

Shirley Brunelli Crestana

23 de agosto de 2014

LUCIDEZ


Essa dúvida insistente
esse cheiro de estrelas
nessa noite de lua cheia...
A saudade vinda
das fronteiras limitadas 
do bom-senso
me espia
me provoca
se instala
no fundo dos meus olhos
porém
não quero burilar
a dor de tua ausência...
Lua grande
lua cheia de mistérios
acaba logo com esse dilema
me traz de presente outro amor
totalmente embrulhado num poema...


Shirley Brunelli Crestana

16 de agosto de 2014

LUA NOVA


Perdi o jeito
esqueci a manha
de lidar com a lua.
Seu brilho fulgurante
ofusca-me as idéias
desconfigura os átomos
e eu
janela  aberta
aqui tão só
feito barata tonta
imersa num vácuo.
Sem ti
me descontrolo
me perco de mim
no perfume embriagante
da solidão do meu jardim...


Shirley Brunelli Crestana

9 de agosto de 2014

VINHO SECO


O vinho
percorre caminhos inusitados
enfraquece a prudência
e mãos deslizam
nas curvas dos desejos
entre ilusões de cetim
num sonho desalinhado 
pela urgência do querer.
Barcos sem leme
apressados e sedentos
zarpam antes das palavras
e quase inesperadamente
navegam rumo ao oceano
numa explosão
de cores e de espumas...

2008


Shirley Brunelli Crestana

2 de agosto de 2014

DEPOIS DO BANHO

Foto: Shirley

Saio do banho
e a cadeira de vime
espera-me ao relento
na grama orvalhada.
Aproximo-me dela
e o roupão branco desliza lentamente
nas linhas curvas de minhas inquietações.
O sol aquece-me os desejos
e seca-me a pele úmida
atiçando a sensualidade da manhã.
O vento melodioso
sussurra veladas palavras
nos meus cabelos molhados
e enciumado rastreia
as atitudes ousadas do astro rei.
Rodopiando sem pudor
sem amarras
levanto os braços
recebo a luz do leste
agradecendo ao Criador
o azul do céu
e a paz que vagueia no horizonte.
Depois
inspiro profundamente
sinto-me leve
inteira
 para você...




Shirley Brunelli Crestana

26 de julho de 2014

BRAVURA


Penduro meus desejos
na verticalidade das estrelas cadentes
e parindo rimas novas
bebo na taça inefável da noite.
Atrevida e selvagem
zombo dos cáusticos e cínicos
que dormem em trevas
agasalhados pela falsa inocência.
Como ave que emerge e voa
minha coragem alcança a rua
e ateando fogo no silêncio
espreita a madrugada
que desfila negra e nua.




Shirley Brunelli Crestana

19 de julho de 2014

MEU DESEJO


Nesse momento
é isso que eu quero
pichar um poema
nas paredes brancas da vida.
Um poema
audacioso e rico
onde as palavras
ao passar pelo crisol da censura
saiam ilesas
sejam eternas
e não me pertencendo mais
partam aladas pelo mundo.
Um poema que
da palma de minha mão
chegue aos olhos de Deus
e tangendo
do universo a flauta arredia
seja semente
somente servindo à poesia...



Shirley Brunelli Crestana

Queridos amigos, estarei republicando alguns poemas, pois, no momento minha casa passa por nova pintura. Assim sendo, o caos entrou pela porta e a inspiração saiu pela janela, rs. Espero que compreendam e não se esqueçam, quando a página dos comentários não abre, minimizem o blog e ela abrirá.
 Beijos a todos!

12 de julho de 2014

CONSEQUÊNCIA


O ardor de nossas juras
ficou adormecido
nos porões do oceano
porém
se nesse mundo
nada se perde
tudo se transforma
 ficar sem o seu amor
me trouxe lições
 liberdade
 e experiência.
Hoje
sem você
sem o mar
reverencio a vida 
 e feliz flutuo ao luar...


Shirley Brunelli Crestana

5 de julho de 2014

PROCURA


Preciso tanto
de uma palavra sedativa
amorosa e libertadora.
Meus pensamentos
se vestem de luz diáfana
e te buscam
nas praças floridas
nos lagos mansos
nas madrugadas silentes
mas
tua ausência 
me conduz para um mundo de dor
 sem cor
inóspito
sem lua sem sol sem mar...
Onde o êxtase
o futuro venturoso
a beleza criadora
onde estás
tu que dizias me amar?...


Shirley Brunelli Crestana

28 de junho de 2014

VIDA COLORIDA


O homem é incipiente
não sabe deliberar suas próprias decisões
ignora seus poderes latentes criativos
desconhece a si mesmo...
O ser humano precisa aprender
a pintar a alma de vivas cores
 extasiá-la com inspiradoras melodias
porque a vida é loucura
 e não tem cura sem amor.

Shirley Brunelli Crestana

21 de junho de 2014

ASSIM ESPERO


Às vezes
 gostaria de desintegrar-me
no seio do Universo
porém
sou sensata
lógica
consciente
e opto pela vida...
O que eu queria mesmo
era ter asas de borboleta
irisada de cores
a pousar sobre a tua pele
e em jubilosa paz interior
tomar-te em meus braços
e falar do meu amor...


Shirley Brunelli Crestana

14 de junho de 2014

CICLOS


Os meus olhos violentam
o conteúdo e a forma
dessa noite triste e vazia.
Alço voo para os planos siderais
onde os astros tocam lira com os anjos
e deixo para amanhã
a difícil arte de te esquecer.
Dentro do panorama mental
sob a vestimenta poética da dor
tento me livrar da realidade transitória
contudo
a saudade me assediará todos os dias 
o devotado sol nascerá outra vez
trazendo a chama das ciladas e desejos
do  mundo físico dessa vida inglória...


Shirley Brunelli Crestana

7 de junho de 2014

RECORDAÇÕES


A luz frágil da lua
desenha fragmentos fluídicos
na poeira do assoalho.
Dos subterrâneos do passado
 o velho silêncio
conhecedor das venturas
e das mazelas pregressas
 lança olhar cúmplice
 para a cortina amarelada .
Pelos corredores da antiga moradia
naufragam para sempre
sonhos emoções esperanças
e hoje guardo no fundo da alma
 um amontoado de lembranças...

Shirley Brunelli Crestana

31 de maio de 2014

MIGALHAS


Como fantoche preso aos cordéis do amor
deixo-me sucumbir
 nos braços do silêncio
e não consigo me opor
 à força bruta de tua indiferença.
Raramente
me envias doce mensagem
da cor do sol da manhã
palavras transitórias
que fazem o coração pulsar ao vento.
Iludida e automatizada
 recrio esperanças
no palco onde tantos sentimentos se atritam
e mais uma vez te espero quase num enlevo
sem chão e sem futuro
nas reticências de todo poema que escrevo...


Shirley Brunelli Crestana

24 de maio de 2014

DELÍCIA NO QUINTAL


A amoreira
altiva  serena
raízes fincadas no tempo
prenhe de doçuras vermelhas
balança os longos braços
acenando ao sol
que cochila no poente.
Descalça
a brisa pisa na terra úmida
e chega perto de um sapo luzidio
que olha fixamente o nada.
Agregada ao cenário da tarde
 permaneço imóvel por longos momentos
enquanto me enrosco toda
no cipoal dos pensamentos...


Shirley Brunelli Crestana

17 de maio de 2014

CAMINHOS ALTERNATIVOS


Procuro alguém que entoe mantras
que faça mapa astral
um arauto a anunciar
minhas fraquezas e fantasias.
Pode ser um amigo
que jogue búzios
ou leia tarô
um guru que me ajude a alcançar
o mais alto plano de sabedoria
para que eu descubra
 o que faz você neste dia.
Quero uma luz
uma semente
uma fagulha
uma sessão de reiki
para aliviar minha ansiedade
talvez um pêndulo radiestésico
que me desvie das energias negativas
e me conduza até a sua janela acesa.
Transtornada e impaciente
já cansada dessa agrura
só me resta botar fogo
nessa minha desventura...


Shirley Brunelli Crestana

10 de maio de 2014

SOU OUTRA


Não quero ser esquecida
exilada dos sonhos
expulsa do Eden.
Enquanto te espero
bebo da fonte sublime
e infinitamente sábia da  vida.
Se para o pensamento
 não existe espaço nem tempo
desenho no palco do infinito
 rabiscos de paz
 e enfeito-me de mil cores
com as fímbrias do luar.
Porque te amo
quero estar bonita
iluminada sim 
para resgatar meu coração 
 do contorno escuro e triste do nanquim...


Shirley Brunelli Crestana

3 de maio de 2014

HORAS E HORAS


Quisera ser mágica
para criar palavras
ser deusa
para conceber estrelas...
Preciso escrever um poema
insólito
sem dores
sem lamentações
pois que cada um
cuide de sua carcaça
e de sua solidão.
Um poema
que não seja intimista
que não desnude minha alma.
Um poema que ignore
 as horas pendentes na vidraça
 e a chatice do silêncio
que nada tem a dizer
só fica espia embaça...

Shirley Brunelli Crestana

( Não se esqueçam, se a página de comentários não abrir, minimizem o blog e ela aparece...)

26 de abril de 2014

AUDITORIA


Ontem
tomei difícil atitude
rasguei o passado
e entrei em luta corporal
com as lembranças.
Ardia no sangue
essa decisão pendente
e maldita.
Não dependia de mim
tudo muda
mudei.
Chegou a hora
de tomar outra direção
 de querer outro abrigo...
Fiz georreferenciamento da alma
e me surpreendi
 vejo que perdi muito
enquanto estive contigo...


Shirley Brunelli Crestana

19 de abril de 2014

DESEJOS


A consciência me cobra
o tempo me leva
o mundo me prende
com cadeados de resignação
 me envolve com ruídos confusos.
Apesar da energia telúrica
tento compreender
a sutileza da alma
as leis supremas da vida.
Quero cadência
sintonia
 milagre
que transforme
 o ser humano em anjo.
Contemplativa
deixo-me ficar represada
entre paredes de chuva
a sonhar com uma bússola
voltada para o infinito
que me conduza
para além das estrelas...


Shirley Brunelli Crestana

12 de abril de 2014

É CHEGADA A HORA


Ares de forasteiro
imprevisível
vento rumor pecado
a se esgueirar na pele
a rondar a mente desprotegida.
Como fugir de intenção selvagem
que agrilhoa os sentidos
e ameaça a integridade do existir...
Casa vazia
tristeza faz morada
cenário obscuro dor agonia...
Se já não me queres
deixa-me ir embora
assina logo a minha carta de alforria.


Shirley Brunelli Crestana