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9 de agosto de 2014

VINHO SECO


O vinho
percorre caminhos inusitados
enfraquece a prudência
e mãos deslizam
nas curvas dos desejos
entre ilusões de cetim
num sonho desalinhado 
pela urgência do querer.
Barcos sem leme
apressados e sedentos
zarpam antes das palavras
e quase inesperadamente
navegam rumo ao oceano
numa explosão
de cores e de espumas...

2008


Shirley Brunelli Crestana

2 de agosto de 2014

DEPOIS DO BANHO

Foto: Shirley

Saio do banho
e a cadeira de vime
espera-me ao relento
na grama orvalhada.
Aproximo-me dela
e o roupão branco desliza lentamente
nas linhas curvas de minhas inquietações.
O sol aquece-me os desejos
e seca-me a pele úmida
atiçando a sensualidade da manhã.
O vento melodioso
sussurra veladas palavras
nos meus cabelos molhados
e enciumado rastreia
as atitudes ousadas do astro rei.
Rodopiando sem pudor
sem amarras
levanto os braços
recebo a luz do leste
agradecendo ao Criador
o azul do céu
e a paz que vagueia no horizonte.
Depois
inspiro profundamente
sinto-me leve
inteira
 para você...




Shirley Brunelli Crestana

26 de julho de 2014

BRAVURA


Penduro meus desejos
na verticalidade das estrelas cadentes
e parindo rimas novas
bebo na taça inefável da noite.
Atrevida e selvagem
zombo dos cáusticos e cínicos
que dormem em trevas
agasalhados pela falsa inocência.
Como ave que emerge e voa
minha coragem alcança a rua
e ateando fogo no silêncio
espreita a madrugada
que desfila negra e nua.




Shirley Brunelli Crestana

19 de julho de 2014

MEU DESEJO


Nesse momento
é isso que eu quero
pichar um poema
nas paredes brancas da vida.
Um poema
audacioso e rico
onde as palavras
ao passar pelo crisol da censura
saiam ilesas
sejam eternas
e não me pertencendo mais
partam aladas pelo mundo.
Um poema que
da palma de minha mão
chegue aos olhos de Deus
e tangendo
do universo a flauta arredia
seja semente
somente servindo à poesia...



Shirley Brunelli Crestana

Queridos amigos, estarei republicando alguns poemas, pois, no momento minha casa passa por nova pintura. Assim sendo, o caos entrou pela porta e a inspiração saiu pela janela, rs. Espero que compreendam e não se esqueçam, quando a página dos comentários não abre, minimizem o blog e ela abrirá.
 Beijos a todos!

12 de julho de 2014

CONSEQUÊNCIA


O ardor de nossas juras
ficou adormecido
nos porões do oceano
porém
se nesse mundo
nada se perde
tudo se transforma
 ficar sem o seu amor
me trouxe lições
 liberdade
 e experiência.
Hoje
sem você
sem o mar
reverencio a vida 
 e feliz flutuo ao luar...


Shirley Brunelli Crestana

5 de julho de 2014

PROCURA


Preciso tanto
de uma palavra sedativa
amorosa e libertadora.
Meus pensamentos
se vestem de luz diáfana
e te buscam
nas praças floridas
nos lagos mansos
nas madrugadas silentes
mas
tua ausência 
me conduz para um mundo de dor
 sem cor
inóspito
sem lua sem sol sem mar...
Onde o êxtase
o futuro venturoso
a beleza criadora
onde estás
tu que dizias me amar?...


Shirley Brunelli Crestana

28 de junho de 2014

VIDA COLORIDA


O homem é incipiente
não sabe deliberar suas próprias decisões
ignora seus poderes latentes criativos
desconhece a si mesmo...
O ser humano precisa aprender
a pintar a alma de vivas cores
 extasiá-la com inspiradoras melodias
porque a vida é loucura
 e não tem cura sem amor.

Shirley Brunelli Crestana

21 de junho de 2014

ASSIM ESPERO


Às vezes
 gostaria de desintegrar-me
no seio do Universo
porém
sou sensata
lógica
consciente
e opto pela vida...
O que eu queria mesmo
era ter asas de borboleta
irisada de cores
a pousar sobre a tua pele
e em jubilosa paz interior
tomar-te em meus braços
e falar do meu amor...


Shirley Brunelli Crestana

14 de junho de 2014

CICLOS


Os meus olhos violentam
o conteúdo e a forma
dessa noite triste e vazia.
Alço voo para os planos siderais
onde os astros tocam lira com os anjos
e deixo para amanhã
a difícil arte de te esquecer.
Dentro do panorama mental
sob a vestimenta poética da dor
tento me livrar da realidade transitória
contudo
a saudade me assediará todos os dias 
o devotado sol nascerá outra vez
trazendo a chama das ciladas e desejos
do  mundo físico dessa vida inglória...


Shirley Brunelli Crestana

7 de junho de 2014

RECORDAÇÕES


A luz frágil da lua
desenha fragmentos fluídicos
na poeira do assoalho.
Dos subterrâneos do passado
 o velho silêncio
conhecedor das venturas
e das mazelas pregressas
 lança olhar cúmplice
 para a cortina amarelada .
Pelos corredores da antiga moradia
naufragam para sempre
sonhos emoções esperanças
e hoje guardo no fundo da alma
 um amontoado de lembranças...

Shirley Brunelli Crestana

31 de maio de 2014

MIGALHAS


Como fantoche preso aos cordéis do amor
deixo-me sucumbir
 nos braços do silêncio
e não consigo me opor
 à força bruta de tua indiferença.
Raramente
me envias doce mensagem
da cor do sol da manhã
palavras transitórias
que fazem o coração pulsar ao vento.
Iludida e automatizada
 recrio esperanças
no palco onde tantos sentimentos se atritam
e mais uma vez te espero quase num enlevo
sem chão e sem futuro
nas reticências de todo poema que escrevo...


Shirley Brunelli Crestana

24 de maio de 2014

DELÍCIA NO QUINTAL


A amoreira
altiva  serena
raízes fincadas no tempo
prenhe de doçuras vermelhas
balança os longos braços
acenando ao sol
que cochila no poente.
Descalça
a brisa pisa na terra úmida
e chega perto de um sapo luzidio
que olha fixamente o nada.
Agregada ao cenário da tarde
 permaneço imóvel por longos momentos
enquanto me enrosco toda
no cipoal dos pensamentos...


Shirley Brunelli Crestana

17 de maio de 2014

CAMINHOS ALTERNATIVOS


Procuro alguém que entoe mantras
que faça mapa astral
um arauto a anunciar
minhas fraquezas e fantasias.
Pode ser um amigo
que jogue búzios
ou leia tarô
um guru que me ajude a alcançar
o mais alto plano de sabedoria
para que eu descubra
 o que faz você neste dia.
Quero uma luz
uma semente
uma fagulha
uma sessão de reiki
para aliviar minha ansiedade
talvez um pêndulo radiestésico
que me desvie das energias negativas
e me conduza até a sua janela acesa.
Transtornada e impaciente
já cansada dessa agrura
só me resta botar fogo
nessa minha desventura...


Shirley Brunelli Crestana

10 de maio de 2014

SOU OUTRA


Não quero ser esquecida
exilada dos sonhos
expulsa do Eden.
Enquanto te espero
bebo da fonte sublime
e infinitamente sábia da  vida.
Se para o pensamento
 não existe espaço nem tempo
desenho no palco do infinito
 rabiscos de paz
 e enfeito-me de mil cores
com as fímbrias do luar.
Porque te amo
quero estar bonita
iluminada sim 
para resgatar meu coração 
 do contorno escuro e triste do nanquim...


Shirley Brunelli Crestana

3 de maio de 2014

HORAS E HORAS


Quisera ser mágica
para criar palavras
ser deusa
para conceber estrelas...
Preciso escrever um poema
insólito
sem dores
sem lamentações
pois que cada um
cuide de sua carcaça
e de sua solidão.
Um poema
que não seja intimista
que não desnude minha alma.
Um poema que ignore
 as horas pendentes na vidraça
 e a chatice do silêncio
que nada tem a dizer
só fica espia embaça...

Shirley Brunelli Crestana

( Não se esqueçam, se a página de comentários não abrir, minimizem o blog e ela aparece...)

26 de abril de 2014

AUDITORIA


Ontem
tomei difícil atitude
rasguei o passado
e entrei em luta corporal
com as lembranças.
Ardia no sangue
essa decisão pendente
e maldita.
Não dependia de mim
tudo muda
mudei.
Chegou a hora
de tomar outra direção
 de querer outro abrigo...
Fiz georreferenciamento da alma
e me surpreendi
 vejo que perdi muito
enquanto estive contigo...


Shirley Brunelli Crestana

19 de abril de 2014

DESEJOS


A consciência me cobra
o tempo me leva
o mundo me prende
com cadeados de resignação
 me envolve com ruídos confusos.
Apesar da energia telúrica
tento compreender
a sutileza da alma
as leis supremas da vida.
Quero cadência
sintonia
 milagre
que transforme
 o ser humano em anjo.
Contemplativa
deixo-me ficar represada
entre paredes de chuva
a sonhar com uma bússola
voltada para o infinito
que me conduza
para além das estrelas...


Shirley Brunelli Crestana

12 de abril de 2014

É CHEGADA A HORA


Ares de forasteiro
imprevisível
vento rumor pecado
a se esgueirar na pele
a rondar a mente desprotegida.
Como fugir de intenção selvagem
que agrilhoa os sentidos
e ameaça a integridade do existir...
Casa vazia
tristeza faz morada
cenário obscuro dor agonia...
Se já não me queres
deixa-me ir embora
assina logo a minha carta de alforria.


Shirley Brunelli Crestana

5 de abril de 2014

POEMA SEM NEXO


Os pingos da chuva martelam
 um lado do meu cérebro.
A janela está 
à direita
à deriva
a lançar palavras
soltas
incoerentes
atônitas
confundindo neurônios.
Sílabas aprisionam metáforas
e para irritá-las
inventam cacófatos.
Vocábulos ávidos
rodeiam a caneta estéril
e eu
 mesmo sonolenta
 possuo senso e sabedoria
para dizer que este poema
está carente de poesia.

Obs.- Sei que alguns amigos não conseguem, às vezes, como eu também, abrir a página dos comentários. Pois bem, descobri como fazer isso: Ao acessar um blog, se os comentários não abrem, é só minimizar o tal blog e eles aparecem. Tem dado certo. Beijos!

Shirley Brunelli Crestana

29 de março de 2014

DESENCANTO


Pressinto um vazio indesejado
a olhar-me de esguelha.
O interfone não toca
os passarinhos não cantam
o piano maduro de silêncio
anseia dedos hábeis
que saciem seus desejos ocultos.
Sobre a mesa objetos espreitam
a explícita desesperança do meu olhar.
Hoje é sábado
límpido e translúcido
contudo
sem equilíbrio ou lógica
sem ponte de travessia.
Não há indícios benéficos
no âmago desse dia.
Sou nau abandonada no cais
sem mastro sem velas
sem mapa sem rumo
nada mais...


Shirley Brunelli Crestana

23 de março de 2014

É POR ISSO


Cansada
piso a solidão que me queima os pés
teimo em buscar a paz dentro da vida...
Nada mais quero saber sobre a Lei da Atração
nem  sobre a descoberta
 da última partícula subatômica
nem lembrar que cataclismas no passado
afundaram civilizações...
Ignoro quantos bilhões de estrelas
há na nossa galáxia
e como as células pluripotentes
  transformar-se-ão em células-tronco...
Não me importa se crianças índigo
experienciam novas faixas vibracionais
estátuas humanas exiladas
 a desbastar suas arestas
a provar o gosto do sal
a almejar a hierarquia dos anjos
onde os ruídos não chegam
onde a violência não tem vez
e as metralhadoras
não existem nem de brinquedo...
 É por isso que faço poesia 
para tentar calar o medo.


Shirley Brunelli Crestana

18 de março de 2014

CÉU NUBLADO


O olhar da mente
no céu nublado
vertigem ao avesso.
A inutilidade
 das palavras desconexas
no fundo infinito do poço
no limite precário do bolso.
A realidade a escorrer na pele da alma
a lamentar a violência e a fome
apenas um voo.
Pela janela
a mente acende
 as cores os sons os amores
e eu descanso nas nuvens
na delícia dos teus braços...

Shirley Brunelli Crestana

11 de março de 2014

AROMA DA MANHÃ


Meu espírito anseia pelo aroma dos deuses
pego bálsamo e incenso
e a chama do silêncio se acende em mim...
Sedenta de luz abro a janela
o cãozinho branco da vizinha
fere os tímpanos da manhã
e dois meninos na rua
flagrados pela minha comoção
procuram latinhas nos sacos de lixo ...
Quente claridade inunda a sala
ando nua pela casa
displicente e sozinha
mesmo ao pressentir que o sol
espia pela porta da cozinha...

 Shirley Brunelli Crestana

26 de fevereiro de 2014

JAMAIS ESTAREI SÓ


O alvorecer  apresenta-se
lânguido e fugidio.
Teimoso pingo de chuva
insiste em bater na calha
fazendo cócegas no silêncio.
Tempo cinzento
manhã insolente
a esfregar-me na cara que estou só
sem saber que gosto de ficar
 em mim mesma albergada.
Ouça bem
inquieta e boba manhã
quem tem vida interior
está sempre acompanhada.


Shirley Brunelli Crestana

15 de fevereiro de 2014

SEM SAÍDA


A vida navega
no mar do tempo
enfrentando o fluxo
 e o refluxo das marés.
Viajo na proa do vento
 e baixinho clamo por ti.
Amor
escuta
 preciso te dizer
que em minha garganta
tremulam palavras
 jamais pronunciadas
e a realidade se agiganta
se contorce
se escancara
intuitivamente a me alertar
que uma muralha nos separa...



Shirley Brunelli Crestana