CLICK HERE FOR BLOGGER TEMPLATES AND MYSPACE LAYOUTS »

SINO DO VENTO

Nº DE ACESSOS DESDE 22/11/2010

contador de visitas

NEFERTITI

NEFERTITI

Amigos Caminhantes

POSTAGENS RECENTES

KYPHI PARA ILUMINAR OS SONHOS

KYPHI PARA ILUMINAR OS SONHOS
incenso egípcio

ASFALTO DAS HORAS RECEBEU O SELO DA VEJABLOG - OS MELHORES BLOGS DO BRASIL

ASFALTO DAS HORAS FAZ PARTE DOS MELHORES BLOGS CULTURAIS

http://meublogtemconteudo.blogspot.com/
Obrigada por visitar e comentar as postagens

CADASTRE-SE E RECEBA AS ATUALIZAÇÕES NO SEU E-MAIL

Seu e-mail:

Delivered by FeedBurner

26 de abril de 2014

AUDITORIA


Ontem
tomei difícil atitude
rasguei o passado
e entrei em luta corporal
com as lembranças.
Ardia no sangue
essa decisão pendente
e maldita.
Não dependia de mim
tudo muda
mudei.
Chegou a hora
de tomar outra direção
 de querer outro abrigo...
Fiz georreferenciamento da alma
e me surpreendi
 vejo que perdi muito
enquanto estive contigo...


Shirley Brunelli Crestana

19 de abril de 2014

DESEJOS


A consciência me cobra
o tempo me leva
o mundo me prende
com cadeados de resignação
 me envolve com ruídos confusos.
Apesar da energia telúrica
tento compreender
a sutileza da alma
as leis supremas da vida.
Quero cadência
sintonia
 milagre
que transforme
 o ser humano em anjo.
Contemplativa
deixo-me ficar represada
entre paredes de chuva
a sonhar com uma bússola
voltada para o infinito
que me conduza
para além das estrelas...


Shirley Brunelli Crestana

12 de abril de 2014

É CHEGADA A HORA


Ares de forasteiro
imprevisível
vento rumor pecado
a se esgueirar na pele
a rondar a mente desprotegida.
Como fugir de intenção selvagem
que agrilhoa os sentidos
e ameaça a integridade do existir...
Casa vazia
tristeza faz morada
cenário obscuro dor agonia...
Se já não me queres
deixa-me ir embora
assina logo a minha carta de alforria.


Shirley Brunelli Crestana

5 de abril de 2014

POEMA SEM NEXO


Os pingos da chuva martelam
 um lado do meu cérebro.
A janela está 
à direita
à deriva
a lançar palavras
soltas
incoerentes
atônitas
confundindo neurônios.
Sílabas aprisionam metáforas
e para irritá-las
inventam cacófatos.
Vocábulos ávidos
rodeiam a caneta estéril
e eu
 mesmo sonolenta
 possuo senso e sabedoria
para dizer que este poema
está carente de poesia.

Obs.- Sei que alguns amigos não conseguem, às vezes, como eu também, abrir a página dos comentários. Pois bem, descobri como fazer isso: Ao acessar um blog, se os comentários não abrem, é só minimizar o tal blog e eles aparecem. Tem dado certo. Beijos!

Shirley Brunelli Crestana

29 de março de 2014

DESENCANTO


Pressinto um vazio indesejado
a olhar-me de esguelha.
O interfone não toca
os passarinhos não cantam
o piano maduro de silêncio
anseia dedos hábeis
que saciem seus desejos ocultos.
Sobre a mesa objetos espreitam
a explícita desesperança do meu olhar.
Hoje é sábado
límpido e translúcido
contudo
sem equilíbrio ou lógica
sem ponte de travessia.
Não há indícios benéficos
no âmago desse dia.
Sou nau abandonada no cais
sem mastro sem velas
sem mapa sem rumo
nada mais...


Shirley Brunelli Crestana

23 de março de 2014

É POR ISSO


Cansada
piso a solidão que me queima os pés
teimo em buscar a paz dentro da vida...
Nada mais quero saber sobre a Lei da Atração
nem  sobre a descoberta
 da última partícula subatômica
nem lembrar que cataclismas no passado
afundaram civilizações...
Ignoro quantos bilhões de estrelas
há na nossa galáxia
e como as células pluripotentes
  transformar-se-ão em células-tronco...
Não me importa se crianças índigo
experienciam novas faixas vibracionais
estátuas humanas exiladas
 a desbastar suas arestas
a provar o gosto do sal
a almejar a hierarquia dos anjos
onde os ruídos não chegam
onde a violência não tem vez
e as metralhadoras
não existem nem de brinquedo...
 É por isso que faço poesia 
para tentar calar o medo.


Shirley Brunelli Crestana

18 de março de 2014

CÉU NUBLADO


O olhar da mente
no céu nublado
vertigem ao avesso.
A inutilidade
 das palavras desconexas
no fundo infinito do poço
no limite precário do bolso.
A realidade a escorrer na pele da alma
a lamentar a violência e a fome
apenas um voo.
Pela janela
a mente acende
 as cores os sons os amores
e eu descanso nas nuvens
na delícia dos teus braços...

Shirley Brunelli Crestana

11 de março de 2014

AROMA DA MANHÃ


Meu espírito anseia pelo aroma dos deuses
pego bálsamo e incenso
e a chama do silêncio se acende em mim...
Sedenta de luz abro a janela
o cãozinho branco da vizinha
fere os tímpanos da manhã
e dois meninos na rua
flagrados pela minha comoção
procuram latinhas nos sacos de lixo ...
Quente claridade inunda a sala
ando nua pela casa
displicente e sozinha
mesmo ao pressentir que o sol
espia pela porta da cozinha...

 Shirley Brunelli Crestana

26 de fevereiro de 2014

JAMAIS ESTAREI SÓ


O alvorecer  apresenta-se
lânguido e fugidio.
Teimoso pingo de chuva
insiste em bater na calha
fazendo cócegas no silêncio.
Tempo cinzento
manhã insolente
a esfregar-me na cara que estou só
sem saber que gosto de ficar
 em mim mesma albergada.
Ouça bem
inquieta e boba manhã
quem tem vida interior
está sempre acompanhada.


Shirley Brunelli Crestana

15 de fevereiro de 2014

SEM SAÍDA


A vida navega
no mar do tempo
enfrentando o fluxo
 e o refluxo das marés.
Viajo na proa do vento
 e baixinho clamo por ti.
Amor
escuta
 preciso te dizer
que em minha garganta
tremulam palavras
 jamais pronunciadas
e a realidade se agiganta
se contorce
se escancara
intuitivamente a me alertar
que uma muralha nos separa...



Shirley Brunelli Crestana

8 de fevereiro de 2014

QUERIA TANTO


Queria ter a luz da alegria
 as asas de um anjo
o poder da magia...
Queria uma humanidade fraterna
de seres amorosos
de amor incondicional...
Queria ver o mundo dourado
porém
quando alcanço
 a beleza fulgurante das estrelas
e olho lá do alto
vejo tudo tão cinzento
da cor da rua
da cor do asfalto...


Shirley Brunelli Crestana

1 de fevereiro de 2014

TÃO LINDO


Você surgiu
da semente das cores
quando eu tinha a solidão
a devorar-me o tempo.
Um poema para mim?...
Palavras inesperadas
nascidas numa tarde azul
golpearam fundo os meus limites.
Feliz
faço segredo
os amigos não sabem
ninguém viu
e ao saber-me embriagada de mel
de puro encantamento minha alma sorriu...


Shirley Brunelli Crestana

25 de janeiro de 2014

JORNADA


Nada levo comigo
nem a força dos mistérios ocultos
nem o sopro do vento profano
nem o sêmen do silêncio.
Consciente
sigo pelos caminhos 
sob a aspereza do carma...
Há que se ter zelo
astúcia
cuidado
ao enfrentar o destino
sem medo e sem arma...
Nada levo comigo.
Nada.


Shirley Brunelli Crestana

18 de janeiro de 2014

PALAVRAS


Escrevo palavras com aroma de chuva
exiladas de sua voz.
Sinto a anestesia de nuvens paradas
e saudade dos olhares
 entrelaçados na madrugada.
Amanhece...
Ouço no ar
acordes com bemóis
no exato instante em que você
 se desvencilha dos meus lençóis.


Shirley Brunelli Crestana

11 de janeiro de 2014

VERDADE


As artimanhas desse mundo patético
o peso insustentável das emoções
e a sutileza das horas herméticas
comprometem minha prudência.
Até amanhã
se o telefone não tocar
perco a compostura
numa atitude incontrolável
e ao perceber que já não sou sua
fujo de você a mil por hora
para os campos radioativos da lua...

Shirley Brunelli Crestana

4 de janeiro de 2014

ATO CONSTRANGEDOR


Madrugada quente
clarão da lua
céu e água
tudo é luz
devaneio
a natureza sorri.
Sem mordaças
palavras aladas
gestam poemas
pensam rimas
compõem melodias.
De repente
a poesia
imprudente
ousada
nua
ignora a nobre intenção do luar
e se entrega acintosamente
ao inconsequente verde do mar...

Shirley Brunelli Crestana

20 de dezembro de 2013

AMIGOS


 Caros amigos, sinto-me consternada, por estar impossibilitada de responder aos comentários deixados no meu último poema. Algo estranho, que não me permite retribuir as visitas dos queridos seguidores, está ocorrendo no meu blog. Ansiosa, espero que esse transtorno seja logo resolvido.

Mas
é tempo de festa
desejo que todos tenham
 uma ceia de luz 
para comemorar o nascimento 
do Amado Mestre Jesus.
Feliz Natal!


Shirley Brunelli Crestana

14 de dezembro de 2013

PAZ PROFUNDA


Coloco um archote
no altar da noite
e rendo homenagem
ao Grande Poder
que transcende
 as mentes mortais.
Sozinha
sem dono
sem dores
guardo no âmago
a microssíntese do infinito.
Desejaria
por minutos
abandonar o corpo físico
e ter uma visão panorâmica
de todos os mundos.
Um raio de luz de suprema beleza
me alcança
enquanto o Universo complacente
 flama os desejos
que pariram todas as coisas
visíveis
  invisíveis
a Rosa...espírito
 a Cruz...matéria...


Shirley Brunelli Crestana

7 de dezembro de 2013

E EU TE ADORO


Abri trincheiras para me proteger
construí muros inventei fantasmas
criei algozes que me provocaram dores...
Pensei em te pedir que me devolvesses
todas as estrelas que te dei
o luar que te emprestei...
Agora eu sei
tiveste também
 a mesma sensação de tudo acabado.
Mas
ontem rimos de todas essas bobagens
as dúvidas desmancharam-se ao vento
foi resgatada a confiança plena 
que habitava o nosso ser
e a felicidade voltou como um meteoro
porque tu me amas
e eu...te adoro!


Shirley Brunelli Crestana

30 de novembro de 2013

SOL INTERIOR


A vida é um jogo
e penso conhecer suas regras.
Sei porquê estou aqui
e para onde vou.
Incontáveis viagens e retornos
 desfazer as malas
rever a bagagem
contar os acertos
drenar os erros...
Tempo-espaço
passado e futuro
não existem
tudo é agora.
No mundo das formas
sou massa atômica
espaços vazios
 ilusão.
Corpo físico
energia condensada
densa
lenta
pesada...
Oh! Alma
evolui
torna-te cada vez mais sutil
candidata-te à nova dimensão
com louvor
pois
tenho pressa
quero encontrar
 o meu Sol interior...


Shirley Brunelli Crestana

23 de novembro de 2013

LUZ APAGADA


Incógnita parada à porta
horas escuras  você não veio
véus abstratos ocultam a lua tatuada no céu...
A contraditória vida
efêmera e sem disfarces
hoje esqueceu o enredo
perdeu a graça.
Em meio ao cúmulo de estrelas
em pálidas convicções
vagueia a imaginação conflitante
 e sem a sua presença
desconsolada e triste
me afogo no fundo desse instante...


Shirley Brunelli Crestana

16 de novembro de 2013

SILÊNCIO E MEDO


Um último olhar para a cortina
que se contorce nos braços do vento
depois o peso do vazio
e o caminhar lento até o quarto insípido.
O silêncio angustiante do campo
e a mente indomada
enclausuram
sombrios e indesejados pensamentos.
Já deitada na cama fria
pelos cômodos da casa ouço das horas
os passos arrastados.
De repente
feito louco o coração palpita
apavorada transpiro
procuro não respirar
pois ainda nem alcancei o estado alfa
me assusta um estalido na porta...
Se eu não estivesse sozinha
 não sentiria tanto medo
nem precisaria  fingir que estou morta...


Shirley Brunelli Crestana

9 de novembro de 2013

TEMPESTADE


Agora que a tempestade passou
as folhas valsam felizes ao vento
e do temporal computam
 o estrago que sobrou...
Ainda assustada
abro todas as gavetas
à procura de velhas lembranças
para secar o sábado que a chuva molhou...


Shirley Brunelli Crestana

2 de novembro de 2013

CANTADA


Estava eu noite sozinha
nos bastidores da solidão
remoendo dura saudade
quando sorrateira tentação
subornou minha inércia.
Resoluta
abri a porta e fui para a madrugada
 admirar a fosforescência do céu estrelado.
Enquanto caminhava
 pelas sombras da calçada
numa suave passividade
- você não vai acreditar-
que susto
inesperadamente
 ouvi uma cantada do luar!...



Shirley Brunelli Crestana

26 de outubro de 2013

UM PRESENTE


Seu perfume no quarto
sua letra na agenda
a marca do copo na mesa...
Coração apaixonado na janela 
olhos lambem a doçura da noite
pela casa flutua aura de luz...
Emaranhada de lembranças
me envolvo no bamboleio das horas
 embarco numa coragem de aço
 e aproveitando a invigilância da lua
para você
 roubo uma estrela do espaço...


Shirley Brunelli Crestana