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16 de novembro de 2013

SILÊNCIO E MEDO


Um último olhar para a cortina
que se contorce nos braços do vento
depois o peso do vazio
e o caminhar lento até o quarto insípido.
O silêncio angustiante do campo
e a mente indomada
enclausuram
sombrios e indesejados pensamentos.
Já deitada na cama fria
pelos cômodos da casa ouço das horas
os passos arrastados.
De repente
feito louco o coração palpita
apavorada transpiro
procuro não respirar
pois ainda nem alcancei o estado alfa
me assusta um estalido na porta...
Se eu não estivesse sozinha
 não sentiria tanto medo
nem precisaria  fingir que estou morta...


Shirley Brunelli Crestana

9 de novembro de 2013

TEMPESTADE


Agora que a tempestade passou
as folhas valsam felizes ao vento
e do temporal computam
 o estrago que sobrou...
Ainda assustada
abro todas as gavetas
à procura de velhas lembranças
para secar o sábado que a chuva molhou...


Shirley Brunelli Crestana

2 de novembro de 2013

CANTADA


Estava eu noite sozinha
nos bastidores da solidão
remoendo dura saudade
quando sorrateira tentação
subornou minha inércia.
Resoluta
abri a porta e fui para a madrugada
 admirar a fosforescência do céu estrelado.
Enquanto caminhava
 pelas sombras da calçada
numa suave passividade
- você não vai acreditar-
que susto
inesperadamente
 ouvi uma cantada do luar!...



Shirley Brunelli Crestana

26 de outubro de 2013

UM PRESENTE


Seu perfume no quarto
sua letra na agenda
a marca do copo na mesa...
Coração apaixonado na janela 
olhos lambem a doçura da noite
pela casa flutua aura de luz...
Emaranhada de lembranças
me envolvo no bamboleio das horas
 embarco numa coragem de aço
 e aproveitando a invigilância da lua
para você
 roubo uma estrela do espaço...


Shirley Brunelli Crestana

19 de outubro de 2013

ACABOU


Parece-me ainda ouvir cariciosa melodia
emergindo da fonte dos teus lábios
porém
há entre nós
paredes construídas com a dureza do silêncio.
Não me peças mais desculpas
 me confundes
quedo-me apunhalada
pelo paradoxo lancinante
de inconsequentes promessas.
Mentiras cristalizadas 
vibram em minha alma insana
mas
 essa lírica prisão vai acabar...
Cansada de tuas migalhas
exonero-me do ofício de te perdoar...



Shirley Brunelli Crestana

12 de outubro de 2013

DEPOIS DA FESTA


O domingo se aproxima
ao lado a música cessou
a festa acabou
 já posso ouvir o rumor das estrelas.
O sono virou cinzas
atravessou paredes
fugiu de mim.
Acendo o abajur
e a mente caça vocábulos
que dançam poemas na fria madrugada.
Os ponteiros do relógio andam como lesmas
distraídos com o amanhecer
e eu abro a janela antes das cinco
para ouvir a passarada 
e esperar o sol nascer...


Shirley Brunelli Crestana

5 de outubro de 2013

SEGURANÇA


A vida humana
insegura e precária
segue em seu primarismo
sem grandes impulsos evolutivos.
Engenheiros siderais
arquitetam planos 
para salvar o planeta...
Aqui onde moro
contrariando o costumeiro silêncio
e em meio às sensações físicas
o dia começou barulhento.
Selvática e agressiva retroescavadeira
parece gemer ao rasgar a terra
vigorosa betoneira gira sem descanso
metabolizando cimento pedra e cal
 enquanto eu
insignificante mortal e um tanto sapeca
coloco na alma vigas baldrame
para não deixar cair a peteca...



Shirley Brunelli Crestana

29 de setembro de 2013

MEDO BOBO


Quando penso que tudo acabou
você vem
e sem imaginar o teor do ciúme
que comumente me assalta
diz que me ama
me abraça com saudade
afugenta minha insegurança
e eu que já não sou criança
fico atônita
exultante
e seja lá como for
quase morro de tanto amor!


Shirley Brunelli Crestana

22 de setembro de 2013

VAIS GOSTAR


Posto-me ao relento após o banho
a brisa seca-me a pele e os cabelos
fixo o céu ostensivamente azul
nenhum vestígio de nuvem
nada.
O sol  semeia sonhos nos canteiros
o vento diz bobagens às folhas dos coqueiros
os passarinhos riscam sem dó a paisagem...
Aguço os sentidos físicos
inspiro o fluido vital da manhã
  sensação de plenitude no peito
forte  lembrança...
Meu querido
que saudade
chega logo
vem depressa por favor
tenho uma coisa para te mostrar
está sobre a mesa da sala de jantar...


Shirley Brunelli Crestana

15 de setembro de 2013

PARECE UTOPIA


Quisera ser pura em essência
estar no plano psíquico
entre o céu e a terra
tendo impressões intuitivas
ao perscrutar os mistérios universais.
Assim estaria mais perto
do limiar das grandes mudanças
e mais distante deste mundo de ilusão
onde através de uma vivência desnaturada
o homem continua estático
em relação à evolução do seu espírito.
Trilhando longo e árduo caminho
sou ainda diligente neófito
estagiando nesta dimensão...
Perdida em metafísicas considerações
relaxo
medito
e de repente
pressinto estranho odor
não sei se de incenso
ou de resignação...


Shirley Brunelli Crestana

8 de setembro de 2013

QUANDO VOCÊ CHEGAR


Horas de espera
amaciam meus lábios
e alimentam
o poder admirável da imaginação.
Mansamente garimpo ideias e estrelas
com dedos ágeis uno vocábulos e nuvens
 amarro metáforas com os raios da lua
como se junta pedras preciosas
na criação de formoso colar...
Aprendiz de poeta
tento elaborar um poema envolvente
de luz e de magia
para tornar a noite mais bela
quando você chegar...


Shirley Brunelli Crestana

2 de setembro de 2013

SINAIS


Meus olhos cansados
colecionam asas e madrugadas
quando o canto de uma rolinha
parece bicar a semente da manhã.
O vidro da janela
separa-me do mundo
mas
para deleite da alma
tenho a paisagem verde do quintal...
Ousadamente amanhece
enquanto o silêncio da noite agoniza
nas roupas esquecidas no varal...


Shirley Brunelli Crestana

25 de agosto de 2013

MORADA DO SILÊNCIO


O silêncio que meus olhos não vêem
mora nos cantos desta casa
gosto dele
nos falamos em voz alta...
Outros seres aqui residem
as pombas que barulham nas calhas
e me acham uma pedra vazia e fria
não me amam como me amava o meu cãozinho.
Porque subo na escada
destruo seus ovos e seus sonhos
e elas
 ignoram como isso dói no fundo de mim mesma.
Eu gostaria 
que o silêncio fosse um pássaro
e as pombas fossem anjos
em um mundo mágico e fugaz...
Assim
eu estaria entre asas
em meio aos risos
inebriada de paz...

Obs.- As pombas transmitem doenças, 
danificam as calhas e reproduzem-se rapidamente.

Shirley Brunelli Crestana

18 de agosto de 2013

QUERO TE FALAR


Amor
quero te falar sem códigos
sem símbolos ou sinais cabalísticos.
Quero te falar dos anseios
que me assaltam nas horas insones
e me fazem jogar âncoras
no oceano silencioso dos teus olhos.
Coisa estranha essa de sentir tanta saudade
não mais ser livre
e ficar presa no universo de tua pele.
Amor
hoje posso morrer e virar pó
mas
seja como for
em todos os tempos
direi que te amo
porque a vida
não é uma só.


Shirley Brunelli Crestana

11 de agosto de 2013

PROVOCAÇÃO


Esse chuvisco arrastado
nocauteando numa nota só
as tímidas telhas do meu quarto
marca o compasso de um transe crescente
que me arrebata de forma gradativa
para além da matéria
e me desafia a ficar desnuda
nesta noite solitária.
Maliciosa
atrevida
arrojada
 sem plateia
danço e rio
 diante dos sonhos espantalhos
estrategicamente camuflados
nas cores da colcha de retalhos...


Shirley Brunelli Crestana

4 de agosto de 2013

OLHAR DE ABISMO


Meu  espírito
desliza devagar como um cisne
nas cores serenas
da luz macia do crepúsculo.
A tarde toma cicuta e morre lentamente
diante do meu olhar de abismo.
Minha boca muda
rasga a rústica veste do destino
enquanto as primeiras e inquietas estrelas
mostrando decotes iluminados
instalam-se no céu da noite.
Dói muito carregar nas costas
o pesado e velho tempo
sem perspectiva e sem chão...
Estou farta 
de mentiras
de vinho
e de solidão...


Shirley Brunelli Crestana

28 de julho de 2013

PRESSA DAS HORAS


Costuro o início do dia com pontos de vista
copiados das tramas e dos dramas da vida
e sinto-me insegura quando surgem os nós.
Uso o voo ilimitado da imaginação
corro para todos os lados
penso em você
pego e não leio o jornal
dou telefonemas
acesso a internet
coloco crédito no celular
penso em você
decido o roteiro das próximas horas
enquanto a manhã apressada vai embora.
O tempo
esse equívoco da concepção humana
me faz desejar um momento ocioso
para pentear os cabelos
 desenhar um arco-iris
e sonhar varanda com rede azul...
Parece que os minutos enlouqueceram
pela mente passam bandos
de pensamentos sem freios
e ansiosa 
ainda de roupão
quase desfaleço 
de fome
e de ingratidão...


Shirley Brunelli Crestana

21 de julho de 2013

SEMPRE A MESMA COISA


A luz vinda do entardecer
desperta os mais sublimes sentimentos
mas
também agita deuses e demônios ocultos na mente.
O silêncio malicioso
à espreita das estrelas ingênuas
avoluma a solidão reinante.
Estou sozinha
quero paz
porém
a noite chega zangada
impertinente
pelos cantos murmurando
 invade-me o coração e reclama de tudo
até da torneira pingando...


Shirley Brunelli Crestana

14 de julho de 2013

PACIÊNCIA


Quando me ligas e demoras a chegar
 me enganas com tuas artimanhas
me expulsas do templo dos teus pensamentos
 me tapas a boca com um silêncio de aço...
Tentas ainda
com as labaredas de tua voz
desviar minha atenção com ásperas palavras.
Mas
como não me agradam situações de conflito
mesmo engasgada de perplexidade
sabiamente uso o potencial de minhas forças mentais
e paciente te espero
pois
sempre voltas
...e do jeitinho que eu quero!


Shirley Brunelli Crestana

7 de julho de 2013

GESTOS


Como pássaro desenhado pela alvorada
a esperança chega logo de manhã
 com gestos suaves e orvalhados
pousando silenciosamente
na infinita plenitude do tempo.
Em cena ritualística
como quem conhece as leis da natureza
recito mantras
e bebo emoções  na concha das mãos.
 Com reverência
inspiro profunda e lentamente
exalando vibrações de amor
a todos os seres viventes.
Depois
inteiramente harmonizada
plena de gratidão
sem pedir ou esperar
  alcanço a paz almejada...


Shirley Brunelli Crestana

30 de junho de 2013

TEU PARADEIRO


Procuro-te nas horas embebidas de saudade
nas sombras desenhadas pela lua cheia
na evidente palidez do vento
com cartazes pendurados nas minhas incertezas.
Procuro-te com a força dos desejos
e com a nudez desta agonia.
Nesta noite estilhaçada
estarei insone nas mãos do tempo
e machucada atravessarei tua ausência.
Marionete das horas impiedosas
seca-me a garganta quando um grito em chamas
equilibra-se no fio cortante dos meus medos.
Tresloucada
procuro-te
nos sons que passam
e nas bocas que se calam...


Shirley Brunelli Crestana

22 de junho de 2013

POR QUE NÃO?


Os poetas moram nos jardins do céu
em alamedas amarelas de girassóis
em casas feitas com tijolos de ternura
argamassa de serenidade nas paredes
onde o vento é colorido e melodioso
as águas brotam da imaginação
e as flores se iluminam quando o sol se apaga.
Os poetas jogam dados com as rimas
e fazem versos às crianças itinerantes
que chegam
cantam
contemplam e partem
sem deixar laços ou raízes.
Lá não há sombras
nem pedras ou cinzas
nem mesmo dores.
Quando a noite chega
os poetas quase etéreos
 confraternizam-se ao luar
alimentam-se do magnetismo atmosférico
porém
às vezes
alguns bebem muito nas entrelinhas
e depois importunam as estrelas...


Shirley Brunelli Crestana

16 de junho de 2013

SEU NOME


Encontro seu nome
em meio aos papéis velhos
no fundo de uma gaveta emperrada...
Surpresa
olho ao redor
tudo igual
a janela
o vento morno
o gato sonolento
a rosa desabrochada...
O coração bate forte
e o passado escancara
  indefiníveis lembranças
  imensuráveis vazios
confusos semblantes...
A saia pregueada
do uniforme azul e branco
a rua do colégio
 os rapazes da Faculdade
postados na esquina...
No regaço da memória
destaca-se uma imagem
um rosto
seu nome...
Afinal
por onde andará você?...


Shirley Brunelli Crestana

8 de junho de 2013

TODOS SE ENGANAM


Debruço-me na sonolência da janela
e invejo as estrelas que se banham
na lagoa escura do firmamento.
Enquanto bordo pedaços de tempo
espeta-me a pele a saudade do teu olhar...
Tenho um bisturi sempre à mão
para extirpar as emoções indesejadas
e engana-se quem pensa
que tenho empatia com a dor.
Sou feita de matéria
também de alma
e podem até dizer
que tenho a cabeça oca
mas
sei muito bem como entornar
a taça de vinho em tua boca...


Shirley Brunelli Crestana

2 de junho de 2013

INQUIETAÇÃO



Dispo a máscara
e  posto-me à margem de mim mesma
como se espiasse o fundo de um poço.
Bom seria
apagar as fraquezas dessa trajetória
afastar os medos
gargalhar ante a dor 
para depois
morrer em segredo
a tudo alheia
e como último desejo
queimar a página envelhecida
onde guardo esta poesia feia...

Shirley Brunelli Crestana