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14 de julho de 2013

PACIÊNCIA


Quando me ligas e demoras a chegar
 me enganas com tuas artimanhas
me expulsas do templo dos teus pensamentos
 me tapas a boca com um silêncio de aço...
Tentas ainda
com as labaredas de tua voz
desviar minha atenção com ásperas palavras.
Mas
como não me agradam situações de conflito
mesmo engasgada de perplexidade
sabiamente uso o potencial de minhas forças mentais
e paciente te espero
pois
sempre voltas
...e do jeitinho que eu quero!


Shirley Brunelli Crestana

7 de julho de 2013

GESTOS


Como pássaro desenhado pela alvorada
a esperança chega logo de manhã
 com gestos suaves e orvalhados
pousando silenciosamente
na infinita plenitude do tempo.
Em cena ritualística
como quem conhece as leis da natureza
recito mantras
e bebo emoções  na concha das mãos.
 Com reverência
inspiro profunda e lentamente
exalando vibrações de amor
a todos os seres viventes.
Depois
inteiramente harmonizada
plena de gratidão
sem pedir ou esperar
  alcanço a paz almejada...


Shirley Brunelli Crestana

30 de junho de 2013

TEU PARADEIRO


Procuro-te nas horas embebidas de saudade
nas sombras desenhadas pela lua cheia
na evidente palidez do vento
com cartazes pendurados nas minhas incertezas.
Procuro-te com a força dos desejos
e com a nudez desta agonia.
Nesta noite estilhaçada
estarei insone nas mãos do tempo
e machucada atravessarei tua ausência.
Marionete das horas impiedosas
seca-me a garganta quando um grito em chamas
equilibra-se no fio cortante dos meus medos.
Tresloucada
procuro-te
nos sons que passam
e nas bocas que se calam...


Shirley Brunelli Crestana

22 de junho de 2013

POR QUE NÃO?


Os poetas moram nos jardins do céu
em alamedas amarelas de girassóis
em casas feitas com tijolos de ternura
argamassa de serenidade nas paredes
onde o vento é colorido e melodioso
as águas brotam da imaginação
e as flores se iluminam quando o sol se apaga.
Os poetas jogam dados com as rimas
e fazem versos às crianças itinerantes
que chegam
cantam
contemplam e partem
sem deixar laços ou raízes.
Lá não há sombras
nem pedras ou cinzas
nem mesmo dores.
Quando a noite chega
os poetas quase etéreos
 confraternizam-se ao luar
alimentam-se do magnetismo atmosférico
porém
às vezes
alguns bebem muito nas entrelinhas
e depois importunam as estrelas...


Shirley Brunelli Crestana

16 de junho de 2013

SEU NOME


Encontro seu nome
em meio aos papéis velhos
no fundo de uma gaveta emperrada...
Surpresa
olho ao redor
tudo igual
a janela
o vento morno
o gato sonolento
a rosa desabrochada...
O coração bate forte
e o passado escancara
  indefiníveis lembranças
  imensuráveis vazios
confusos semblantes...
A saia pregueada
do uniforme azul e branco
a rua do colégio
 os rapazes da Faculdade
postados na esquina...
No regaço da memória
destaca-se uma imagem
um rosto
seu nome...
Afinal
por onde andará você?...


Shirley Brunelli Crestana

8 de junho de 2013

TODOS SE ENGANAM


Debruço-me na sonolência da janela
e invejo as estrelas que se banham
na lagoa escura do firmamento.
Enquanto bordo pedaços de tempo
espeta-me a pele a saudade do teu olhar...
Tenho um bisturi sempre à mão
para extirpar as emoções indesejadas
e engana-se quem pensa
que tenho empatia com a dor.
Sou feita de matéria
também de alma
e podem até dizer
que tenho a cabeça oca
mas
sei muito bem como entornar
a taça de vinho em tua boca...


Shirley Brunelli Crestana

2 de junho de 2013

INQUIETAÇÃO



Dispo a máscara
e  posto-me à margem de mim mesma
como se espiasse o fundo de um poço.
Bom seria
apagar as fraquezas dessa trajetória
afastar os medos
gargalhar ante a dor 
para depois
morrer em segredo
a tudo alheia
e como último desejo
queimar a página envelhecida
onde guardo esta poesia feia...

Shirley Brunelli Crestana

27 de maio de 2013

DECADÊNCIA


Aguço a visão periférica
varro com o olhar a tua rua
peço ajuda aos poderes divinos
e ainda assim não te vejo.
Desconsolada e vazia
acomodo a tralha mental
nos ombros saturados de espera.
Sem rumo piso todas as loucuras
e lascas de ressentimento
agridem sem dó o meu reverso.
Ah!...Eu que amo tanto os animais
hoje perambulo feito cachorro sem dono
revirando o lixo do meu universo...


Shirley Brunelli Crestana

20 de maio de 2013

CÉU DA BOCA


Essas nuvens cheias de graça
inflam a minha serenidade
e a euforia volátil do vento
acorda os meus desejos.
O espírito que em mim reside
é feito de luz e de eternidade
e sabe como transmutar
a escura emoção que
às vezes
me invade.
Dizem que meu olhar é tristonho
porém
não importam as aparências
se por dentro eu canto
sou mansa
e por te amar como louca
sinto a lua
que dança e flutua
no céu de minha boca.


Shirley Brunelli Crestana

13 de maio de 2013

DIA DE BAILE


Quem ousa dizer 
que poeta não tem problemas?...
Amanheci à procura de véus
para encobrir as mazelas
pensei em fazer picadinho
da ansiedade que sufoca
quis fugir
da impaciência que se avoluma
perdi as asas
perdi as luzes
fissura sem nome navega no sangue...
Nesta sexta-feira
quero uma bruxa
que faça a tal poção milagrosa
ou uma velhinha bondosa
que benza meus quebrantos...
Não
não vou ao baile hoje
não quero dançar
não me liga Jacó
estou me achando feia
prefiro perder o forró.


Shirley Brunelli Crestana

6 de maio de 2013

RUAS DE DOMINGO



Cansada de rodar pelo marasmo das ruas
não sei porquê piso forte no acelerador
se ninguém me espera em casa.
Vou da superfície ao fundo da alma
sem coragem de encarar
os goles amargos de tua ausência.
Preciso me divorciar do silêncio
pintado nas paredes da vida
quero outra vez me afundar no teu sorriso
me emaranhar nas tramas da tarde que finda.
As horas passam
procuro alívio
meu coração choroso e confuso
se aninha nos braços provisórios da lua...


Shirley Brunelli Crestana


29 de abril de 2013

ALMOÇO SOLITÁRIO



O cheiro do café recém coado
esgueira-se pelas dobras da manhã
de leve um beijo você sai apressado
fica um vazio comprido e nítido
o pó sobre os móveis me acena
o tempo atropela as horas de sol
e passa corroendo minha espera.
Tempero pedaços de saudade
o olhar ansioso atravessa
um milhão de vezes o portão
foge de mim a santa paciência
meio-dia você telefona não vem
sozinha vou me dar mal
comida sem graça
totalmente sem sal...

Shirley Brunelli Crestana

23 de abril de 2013

VIGILÂNCIA



Orar aos deuses
acenar a São Jorge preso na lua
emprestar os anéis de Saturno
escovar os cabelos
pintar a boca
ir bonita pra balada
sem medo de atravessar a rua...
De que adianta isso tudo
se escondo que são negros os teus olhos
e jamais posso dizer que sou tua?

Shirley Brunelli Crestana 

16 de abril de 2013

INTRIGA DO VENTO



O vento regressa do outro lado da cidade
agitado dobra a esquina
e diz tolices que não desejo ouvir.
Chega com o peito estufado de horas inúteis
vasculha o meu espírito
arranha minhas feridas
e me deixa triste como noite sem lua...
Meu bem
o vento anda dizendo por aí afora
que o mesmo silêncio que te trouxe
vai um dia te levar embora...


Shirley Brunelli Crestana

9 de abril de 2013

MINHA MANIA


Eu trago o vestido sujo de brisa
e o coração apertado de tédio
diante da taça repleta de risos...
Sem fôlego vem a lua
e golpeia com punhal de luz
essa mania que inventei
de te procurar loucamente
nos beijos que não te dei...


 Shirley Brunelli Crestana

3 de abril de 2013

EM POUCAS PALAVRAS

Vem cá
me dá um abraço
e me escuta...
Quando sobes ao céu
a lei da gravidade
solidária
me ampara em seus fios
porque
me esqueces
me ignoras
e fico sempre a ver navios...


Shirley Brunelli Crestana

27 de março de 2013

DESAMOR



Cansada estou
de ouvir a mesma voz
aturar a  mesma ladainha
ser alvo do mesmo desamor...
Já é madrugada
caminho até a janela
e de repente
o meu verdadeiro eu sente-se leve
brinca no espaço sideral
pendurado nas tranças amarelas da lua.
Vejo vultos de anjos saltitando nas estrelas
e meus pensamentos se perdem
nos caminhos transparentes da solidão...
Porém
no escuro da alma permanece
o mesmo vazio
a mesma voz
o mesmo desamor...


Shirley Brunelli Crestana

22 de março de 2013

TOQUINHO



Eu tinha
um amigo inseparável
fiel companheiro
luz que se apagou.
Meu cãozinho
atendeu ao chamado do Alto
e partiu de repente.
Ele era encantador
me protegia e eu o amava...
Amenizo sua ausência
com a serenidade das lembranças
e agradeço o amor recebido  
com a sinceridade das minhas lágrimas.
Por isso
sua foto continuará neste  blog
sua imagem estará sempre em meu coração
e a saudade ficará eternamente em minha alma...


Shirley Brunelli Crestana

14 de março de 2013

COERÊNCIA



Os poetas já não sabem o que dizem
estão cheios de intenções e de mentiras
só o universo é coerente.
Estou perplexa
quero terminar esse poema
porém
cinzas da incompetência
 encobrem-me os meandros da  mente
a aridez das idéias instala-se no meu espírito
procuro inspiração nos espaços vazios dos átomos
apelo aos santos e à lua
e nenhum verso extraordinário acontece.
Desisto
já tentei de tudo
os astros são testemunhas...
Acho que vou entrar
depilar as pernas
 e lixar as unhas...


Shirley Brunelli Crestana

6 de março de 2013

SOLIDÃO GERA POEMA



Apenas o meu cãozinho
e o telefone preguiçoso
tentam entreter os meus mistérios
no abandono desta noite de sábado.
Os vizinhos não estão em suas casas
e os meus fantasmas bateram em retirada.
Plena de agonia
de íntimo silêncio
de céu sem lua
pergunto-me
por que ninguém aparece
para me dizer
em que curva da Via Láctea me perdi?...
Se esse vazio é ilusório
deve haver teoria que comprove
mas não vou pensar nisso agora
quero ver a novela das nove.


Shirley Brunelli Crestana

27 de fevereiro de 2013

MORTE DO POEMA



Sobre a mesa fria
agoniza o rascunho de um poema.
Não importa se nuvens sonâmbulas agouram
sobre suas palavras sem métrica e sem rima.
Penetrante
é o odor fúnebre das rosas exuberantes
do vaso que espreita no canto da desesperança.
Com gosto de insônia
a eternidade marca presença
e não impede que uma dor indefinível
escape do meu olhar ausente...
Agora
necessito ser perdoada
pelo som do relógio e pela luz das estrelas
por abandonar à própria sorte
a poesia inacabada...


Shirley Brunelli Crestana

20 de fevereiro de 2013

NA GRAMA DO JARDIM


Por alguns instantes
vejo o dia desfalecer no horizonte
e depois repousar suavemente
nos braços ternos da  noite.
Dentro de mim
tudo se cala
mas
o silêncio não me apavora...
Meu bem
vem ter comigo na grama do jardim
vem ver
a inebriante luz da lua
que flutua no universo.
Vem depressa
quero te ver
antes de findar este último verso.


Shirley Brunelli Crestana

13 de fevereiro de 2013

PRENÚNCIO DE CHUVA



Nesse domingo
o céu amanheceu escuro
bisbilhotando os meus sentimentos
e deixando apreensivo o verde do abacateiro.
Um quadro indiscreto e cinzento
instalou-se na janela
embaçando o meu olhar.
Quisera voar nesse vento
com essas asas sem cor
como um pequeno pássaro
com toda inocência e calma...
Sim
hoje vai chover
fora e dentro de minha alma.


Shirley Brunelli Crestana

5 de fevereiro de 2013

AS LUZES DE UM AVIÃO



As luzes de um avião
riscam timidamente o céu
as estrelas riem
o silêncio nem percebe...
Tento localizar um grilo
que não sei de onde
parece furar a escuridão
e minha sensibilidade.
De repente
escapa-me a consciência
de todas essas coisas...
Porque pressinto tua vibração
percebo os teus passos
ouço a tua voz
sinto os teus braços...


Shirley Brunelli Crestana

28 de janeiro de 2013

COM A LEVEZA DA FLOR

Procuro
a singularidade das palavras
para tecer com dedos de fada
o mais belo e simples poema.
Quero que seja
misterioso
singelo
num compasso de ciranda.
Versos que lembrem rosas
com o aroma da chuva
e  só falem de amor...

Shirley Brunelli Crestana