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29 de maio de 2012

ENQUANTO ESPERO


 Com pincéis abstratos
desenho em matizes infinitos
a saudade que sinto de você
meu amor.
Palavras intactas e sentidas
 saem de minha boca
mas não  impedem a solidão
 de devorar o tempo
nem traçam  perspectiva
 para a trajetória do amanhã.
Enquanto você não chega
nada me seduz...
Uma vez mais
atenda o meu querer
volte depressa
e me ajude a viver!

  Shirley Brunelli Crestana

22 de maio de 2012

SINTONIA



Essa noite luzente
insistente
traz a música mais linda
para melodiar dentro de mim.
Num aparente anseio
a cadência do coração
ressoa  nos jardins da alma
enquanto o olhar
contemplativo e sedento
ao regressar das estrelas
gravita leve ao relento...


Shirley Brunelli Crestana

15 de maio de 2012

REMINISCÊNCIAS



Velhas lembranças
entram em cena
no palco da indiferença.
Insistem em ficar 
festejam
 provocam
fazem assédio
mas
impassível
 tenho medo de morrer
de puro tédio...


Shirley Brunelli Crestana

8 de maio de 2012

MENTE ALERTA



Meu espírito sedento
sorve a seiva do silêncio
e na leveza dos sentimentos
inventa um céu tinindo de estrelas...
Como num ritual
há dentro de mim
nostalgia
de um entoar de sons
magia
de rosa aberta...


Shirley Brunelli Crestana

30 de abril de 2012

PRECISO LHE DIZER



Não adianta você chegar
com esse brilho indigno no olhar
querendo me prender
com os frágeis laços da matéria...
Agora sou outra
a que traz dentro de si
os olhos úmidos de todas as manhãs
e o peso indizível de todas as horas...


Shirley Brunelli Crestana

24 de abril de 2012

REFLEXOS



Meço o tempo
e  as mãos do outono
salpicam com folhas douradas
o vazio de minha alma.
Carrego eterna carência
 pelas ruas definitivas
e fatigada
só me resta
descansar no passado
à sombra de vagas  lembranças...


Shirley Brunelli Crestana

17 de abril de 2012

HORAS ENLUARADAS



O sol se foi
e apagou um pedaço de mim.
Restou o vício do pensamento
que na tentativa de abrir portas
evidencia minha verdade interior.
As horas calam-se
e deixam em tudo um vazio.
De que adianta essa inquietação
se o tempo é inexorável
e nem a lua está livre da solidão?


Shirley Brunelli Crestana

11 de abril de 2012

UM BRINDE



És apressado demais
para que teu olhar repouse em mim.
Por isso
convido-te para brindar comigo
e celebrar
um momento que nunca existiu.


Shirley Brunelli Crestana

5 de abril de 2012

MEDO DE SER



 Não sei se devo extravasar
 meu arrebatamento de hoje
 meus sentimentos de agora...
Amanhã ou depois
o que pensará você de mim
quando tudo pertencer ao passado?
Que fui
escandalosamente atrevida
pretendendo ser a mulher dos seus sonhos
e  dona de sua vida?


Shirley Brunelli Crestana

30 de março de 2012

PERMISSÃO



Não faças uso
do teu riso áspero.
Deixa-me
numa derradeira vez
te olhar e te ouvir.
Em troca
te prometo o silêncio.
Não me mandes embora
meus lábios nada pedirão
de nada preciso...
Tenho
a semente das tardes
o mel das estrelas
as águas da esperança...


Shirley Brunelli Crestana

24 de março de 2012

BRAVURA

  
 Penduro meus desejos
na verticalidade das estrelas cadentes
e parindo rimas novas
bebo na taça inefável da noite.
Atrevida e selvagem
zombo dos cáusticos e cínicos
que dormem em trevas
agasalhados pela falsa inocência.
Como ave que emerge e voa
minha coragem alcança a rua
e ateando fogo no silêncio
espreita a madrugada
que desfila negra e nua.

Shirley Brunelli Crestana

17 de março de 2012

PERPLEXIDADE



Há um desapontamento sem nome
escancarado nos meus olhos
e um grito sem amanhã
que violenta minha paz interior...
Nada faz sentido hoje
para esse coração agora de aço
insistente
teimoso
sem-vergonha
que circula em marcha lenta
dentro de todo poema que faço!


Shirley Brunelli Crestana

9 de março de 2012

INCERTEZA



Você já foi uma  estrela-guia
sua luz se estendia sobre o meu mundo
porém
o amor não conhece a paz
e a inquietação de sua alma ficou entalhada
 nas portas de minha angústia.
Hoje você emerge
de suas decisões conturbadas
e me pede para voltar.
Quem sabe?
Talvez um dia
eu apareça sem avisar...


Shirley Brunelli Crestana

2 de março de 2012

NOSTALGIA



Não sei de onde vem
a saudade de mãos entrelaçadas
a culpa de amores proibidos
o gosto de páginas viradas...
Esse cheiro de lua cheia
essa dor de chaga aberta
não sei se vem do céu ou do mar...
Escondo-me
sob as asas claras da noite enluarada
e curvo a fronte
diante da taça transbordante dos desejos...
O tempo escapa-me  depressa
e como nau perdida
resta-me apenas repousar
no azul contagiante
do teu olhar.


Shirley Brunelli Crestana

24 de fevereiro de 2012

O QUE PRECISO



Assim que passar a chuva
venham todos saber
do estranho sentimento
que barulha no meu espírito.
Venham todos me livrar
das garras dessas horas noturnas
que arranham a garganta do silêncio.
Não esperem o amanhã
embarquem na primeira estrela
tragam-me um novo perfume
entoem uma canção de paz
bem à frente do meu sofrer...
Coloquem-me um sorriso nos lábios
apaguem a indiferença do meu semblante
e vistam-me por favor...
Vistam-me delicadamente
com uma aura de amor.


Shirley Brunelli Crestana

15 de fevereiro de 2012

ALTERNATIVA




Por temer o chão
-ah! mundo cão-
entro em órbita
e vivo
pen
du
ra
da
nos raios oblíquos
do sol.


Shirley Brunelli Crestana

8 de fevereiro de 2012

EXPECTATIVA



Preciso encontrar
o silêncio das estrelas
esquecer que sou esboço
estória sem nexo
papel amassado...
Atiro-me em linha reta
entretanto
apavora-me o futuro
e há prenúncio de tempestade
no fundo do meu olhar...
Quando mendigo
uma porção de esperança
só tu sabes me oferecer.
Por isso
meu amor
volta
toma-me nas mãos
e escreve o meu enredo.


Shirley Brunelli Crestana

2 de fevereiro de 2012

PEGADAS DO TEMPO



A lucidez se perde
na trama das horas cinzentas.
Na face
a expectativa
o desconhecido
a vontade
 de ser outra vez criança
e nas mãos cheias de tempo
a pungente certeza de estar
para sempre esmagando
um sonho e uma esperança.


Shirley Brunelli Crestana

26 de janeiro de 2012

TRANSCENDÊNCIA



Debato-me
num oceano de energia cósmica
e os conflitos explodem em mim.
Melhor seria
libertar-me definitivamente
do meu corpo físico
e descortinar novos mistérios
mas
presa estou na antecâmara do amanhã.
Que ninguém me mostre
um ângulo
um atalho
uma saída.
Nada será possível
enquanto não me livrar
da ilusão das aparências
e não conseguir
o auto domínio.

Shirley Brunelli Crestana

18 de janeiro de 2012

NOTURNO



Lerda
a noite caminha
pingando estrelas
no viver desesperado.
Exploro o mundo
pela janela da madrugada
e finjo uma segurança
que não existe.
No dia seguinte
todos acreditam...


Shirley Brunelli Crestana

11 de janeiro de 2012

PROPÓSITO



Sabes porque te peço perdão agora
estou plena de urgências
transparências
querendo refazer as horas.
Sei que não me podes compreender
se de repente
rompo nossas promessas.
Como o vento
invisível e presente
meu amor ultrapassará barreiras
não terá idade
será mais que uma história.
Sabes bem
não vou te devolver os pedaços
mas te guardarei inteiro
no meu eterno silêncio.


Shirley Brunelli Crestana

3 de janeiro de 2012

JÁ NÃO SOMOS PARALELAS



Tenho te procurado
com a visão interior
e te vejo sombra
imagem fluída
lânguido
preguiça no tapete.
Vendo-te frágil
te cubro com a energia
dos átomos e moléculas
e te querendo perfeito
te imagino
místico
consciente
inquiridor.
Porém
confesso
não gosto das tuas limitações
dos teus dialetos
- sei como abarcar todos os idiomas –
busco novas dimensões
quero outra amplitude.
Mesmo assim
não há mal algum
que de vez em quando
eu te procure sombra
no tapete de minha memória.


Shirley Brunelli Crestana

16 de dezembro de 2011

CONSTRUÇÃO


Meu espírito
é uma casa inacabada
que há séculos construo.
Às vezes
uma parede desaba
e eu a reconstruo com minha persistência
o teto oscila
e eu o amparo com minha coragem
a ventania do desânimo empoeira seu piso
e eu o lavo com lágrimas de esperança.
Não importa
a injustiça
a incompreensão
as vicissitudes
que assolam o seu terreno
porque encontro sempre
vestígios de um Amor Maior.
Há muito trabalho ainda
e eu sei
milênios passarão
antes que eu possa

inaugurar essa mansão...


Shirley Brunelli Crestana

5 de dezembro de 2011

MANDALA



Ponto de energia
nucleo de um círculo
sou o centro de um microcosmo.
Dispo-me
das sensações grosseiras e inexatas
ao buscar a percepção de mim mesma.
Fujo dos ruídos exteriores
das exigências dos sentidos
e em algum canto do meu ser
encontro enfim
a essência do que sou.


Shirley Brunelli Crestana

28 de novembro de 2011

VOAR LIVRE



A lua brilha intensamente
nos vagares dessa noite.
Jornadeando dentro de mim
a solidão planta saudade
e tenta me ferir
com  punhais afiados de lembranças.
Porém
o que passou
já foi transmutado
no cadinho de minhas expiações.
Agora
só quero
derrubar os meus muros
sedenta de liberdade que estou...


Shirley Brunelli Crestana