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24 de fevereiro de 2012

O QUE PRECISO



Assim que passar a chuva
venham todos saber
do estranho sentimento
que barulha no meu espírito.
Venham todos me livrar
das garras dessas horas noturnas
que arranham a garganta do silêncio.
Não esperem o amanhã
embarquem na primeira estrela
tragam-me um novo perfume
entoem uma canção de paz
bem à frente do meu sofrer...
Coloquem-me um sorriso nos lábios
apaguem a indiferença do meu semblante
e vistam-me por favor...
Vistam-me delicadamente
com uma aura de amor.


Shirley Brunelli Crestana

15 de fevereiro de 2012

ALTERNATIVA




Por temer o chão
-ah! mundo cão-
entro em órbita
e vivo
pen
du
ra
da
nos raios oblíquos
do sol.


Shirley Brunelli Crestana

8 de fevereiro de 2012

EXPECTATIVA



Preciso encontrar
o silêncio das estrelas
esquecer que sou esboço
estória sem nexo
papel amassado...
Atiro-me em linha reta
entretanto
apavora-me o futuro
e há prenúncio de tempestade
no fundo do meu olhar...
Quando mendigo
uma porção de esperança
só tu sabes me oferecer.
Por isso
meu amor
volta
toma-me nas mãos
e escreve o meu enredo.


Shirley Brunelli Crestana

2 de fevereiro de 2012

PEGADAS DO TEMPO



A lucidez se perde
na trama das horas cinzentas.
Na face
a expectativa
o desconhecido
a vontade
 de ser outra vez criança
e nas mãos cheias de tempo
a pungente certeza de estar
para sempre esmagando
um sonho e uma esperança.


Shirley Brunelli Crestana

26 de janeiro de 2012

TRANSCENDÊNCIA



Debato-me
num oceano de energia cósmica
e os conflitos explodem em mim.
Melhor seria
libertar-me definitivamente
do meu corpo físico
e descortinar novos mistérios
mas
presa estou na antecâmara do amanhã.
Que ninguém me mostre
um ângulo
um atalho
uma saída.
Nada será possível
enquanto não me livrar
da ilusão das aparências
e não conseguir
o auto domínio.

Shirley Brunelli Crestana

18 de janeiro de 2012

NOTURNO



Lerda
a noite caminha
pingando estrelas
no viver desesperado.
Exploro o mundo
pela janela da madrugada
e finjo uma segurança
que não existe.
No dia seguinte
todos acreditam...


Shirley Brunelli Crestana

11 de janeiro de 2012

PROPÓSITO



Sabes porque te peço perdão agora
estou plena de urgências
transparências
querendo refazer as horas.
Sei que não me podes compreender
se de repente
rompo nossas promessas.
Como o vento
invisível e presente
meu amor ultrapassará barreiras
não terá idade
será mais que uma história.
Sabes bem
não vou te devolver os pedaços
mas te guardarei inteiro
no meu eterno silêncio.


Shirley Brunelli Crestana

3 de janeiro de 2012

JÁ NÃO SOMOS PARALELAS



Tenho te procurado
com a visão interior
e te vejo sombra
imagem fluída
lânguido
preguiça no tapete.
Vendo-te frágil
te cubro com a energia
dos átomos e moléculas
e te querendo perfeito
te imagino
místico
consciente
inquiridor.
Porém
confesso
não gosto das tuas limitações
dos teus dialetos
- sei como abarcar todos os idiomas –
busco novas dimensões
quero outra amplitude.
Mesmo assim
não há mal algum
que de vez em quando
eu te procure sombra
no tapete de minha memória.


Shirley Brunelli Crestana

16 de dezembro de 2011

CONSTRUÇÃO


Meu espírito
é uma casa inacabada
que há séculos construo.
Às vezes
uma parede desaba
e eu a reconstruo com minha persistência
o teto oscila
e eu o amparo com minha coragem
a ventania do desânimo empoeira seu piso
e eu o lavo com lágrimas de esperança.
Não importa
a injustiça
a incompreensão
as vicissitudes
que assolam o seu terreno
porque encontro sempre
vestígios de um Amor Maior.
Há muito trabalho ainda
e eu sei
milênios passarão
antes que eu possa

inaugurar essa mansão...


Shirley Brunelli Crestana

5 de dezembro de 2011

MANDALA



Ponto de energia
nucleo de um círculo
sou o centro de um microcosmo.
Dispo-me
das sensações grosseiras e inexatas
ao buscar a percepção de mim mesma.
Fujo dos ruídos exteriores
das exigências dos sentidos
e em algum canto do meu ser
encontro enfim
a essência do que sou.


Shirley Brunelli Crestana

28 de novembro de 2011

VOAR LIVRE



A lua brilha intensamente
nos vagares dessa noite.
Jornadeando dentro de mim
a solidão planta saudade
e tenta me ferir
com  punhais afiados de lembranças.
Porém
o que passou
já foi transmutado
no cadinho de minhas expiações.
Agora
só quero
derrubar os meus muros
sedenta de liberdade que estou...


Shirley Brunelli Crestana

19 de novembro de 2011

DESENCANTO



No infinito
os astros embebedam-se de luar
para matar o tempo.
Num canto
a noite chora
estrelas
c
a
d
e
n
t
e
s



Shirley Brunelli Crestana



10 de novembro de 2011

CORAGEM


Hoje
não falarei das estrelas
nem do silêncio
nem do passado.
Quero esquecer os limites
me livrar das amarras
dos freios
dos dogmas.
Vou perder o juizo
quebrar paradigmas
o ego transcender.
Hoje eu quero amar
dançar
hoje eu  quero viver!


Shirley Brunelli Crestana


3 de novembro de 2011

QUIETUDE


Uma certeza cruel
instala-se em meu âmago
e não me importo
se minha luz se apaga.
Gotas de nostalgia
ferem os meus propósitos.
Preciso de um leme
de uma bússola
de um clarim...
Vou abrir as portas desse silêncio
burlar os sentidos físicos
e deixar que só os olhos falem  por mim...

Shirley Brunelli Crestana

26 de outubro de 2011

ACORDO


Demoramo-nos
em tolas explicações
e explosivos psíquicos
minam nossos planos.
As dúvidas
viandantes sem rumo
ameaçam-nos
em perigosa asfixia.
Por que não nos damos as mãos
e como dois aprendizes
impedimos que em nosso espírito
se formem feias cicatrizes?


Shirley Brunelli Crestana

19 de outubro de 2011

RESUMO



Sou ensaios
incertezas
tentativas
conheço tão pouco de mim.
Os átomos desenham
palavras de fogo nas estrelas
e não consigo
compreender o idioma da vida.
Vadia insensatez
 instala-se em meus pensamentos
mas
em vão
 tento partir do caos ao equilíbrio...
Seja como for
hoje eu só quero
a magnitude de sua alma
e a certeza do seu amor.

Shirley Brunelli Crestana



12 de outubro de 2011

DESCOBERTA


O que sentes
vibra numa frequência sutil
e no teu olhar misterioso
escondes regras e conceitos.
Algum dia
vou decodificar teus segredos 
e guardá-los todos
no silêncio do meu amor.

Shirley Brunelli Crestana

5 de outubro de 2011

VEM LOGO


Ansiosamente te recordo
quero ouvir tua voz
nessa noite em que o luar
provoca minhas carências.
Abraço essas horas caóticas
e vencendo a distância
te vejo sensual e perfeito.
Porém
tu analisas e te demoras
eu sintetizo e tenho pressa
te chamo
agora!

Shirley Brunelli Crestana

27 de setembro de 2011

EVOLUÇÃO


O ser humano
artífice do seu destino
é semente lançada
fatalmente germinada.
Olhar perdido
no horizonte distante
luta e sangra
no regaço do tempo
ao buscar sua glória.
Homem
um dia terás que responder
pelos teus atos...
Então
o que fazes de tua vida
como escreves tua história?...

Shirley Brunelli Crestana

20 de setembro de 2011

MUDANÇA DE PLANO


 Não me proíbas
de seguir o meu destino
e não tentes confundir
minhas decisões.
Num ato definitivo
podemos matar em nós
os fantasmas que profetizam
dias estéreis de esperança.
Amarga estou
porém
eu te digo
minha intuição
ultrapassa os teus argumentos
e o nosso tempo
realmente
se esgotou.

Shirley Brunelli Crestana

12 de setembro de 2011

DEVANEIOS


Vento viril
sopra sudoeste
levando o silêncio diáfano
desse meu olhar.
Nos registros do tempo
fica guardada
a beleza estrutural dessa tarde.
Longe de voce
solitária e sofrida
invento uma história
tentando entender
o doce mistério da vida...

Shirley Brunelli Crestana

7 de setembro de 2011

INSÔNIA


Nesse instante molhado
deslizo mansamente
para não te acordar.
Cai chuva poema
diagonal e distraída
brilhando nos olhos
arrepiando muros
compondo canções.
Em busca de porto seguro
pensamentos incoerentes
fogem pelas frestas
e flutuam lá fora
como borboletas de papel.
Sem solução
mil passos pisam
absurdos e leves
para não te acordar...

Shirley Brunelli Crestana

1 de setembro de 2011

OUÇA



Só quero que você me entenda
não lhe peço escolhas
nada deve mudar
não quero o seu amor.
A vida
é cheia de paradoxos
nem sei porquê.
Agora
armo-me de coragem
e lhe confesso uma coisa:
Apesar de tudo
estou com ciúmes de você!


Shirley Brunelli Crestana

28 de agosto de 2011

FIM DE UM SONHO



Esgotada a taça de tuas palavras
inaudíveis as vibrações do teu canto
rasga o resto de tua teimosia
e esquece o sonho acabado.
Deixa-me agora
não me procures mais
não queiras de novo me envolver
tenho minhas trincheiras
e a cumplicidade do amanhecer...


Shirley Brunelli Crestana

22 de agosto de 2011

FUMAÇA



Moldo a sombra do corpo
na parede reluzente de sol.
De repente
ao lado
um crepitar de fogo
queima as folhas secas e a solidão.
O branco da fumaça
demora nos meus olhos
e some depois
na ponta dos pés...


Shirley Brunelli Crestana