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28 de agosto de 2011

FIM DE UM SONHO



Esgotada a taça de tuas palavras
inaudíveis as vibrações do teu canto
rasga o resto de tua teimosia
e esquece o sonho acabado.
Deixa-me agora
não me procures mais
não queiras de novo me envolver
tenho minhas trincheiras
e a cumplicidade do amanhecer...


Shirley Brunelli Crestana

22 de agosto de 2011

FUMAÇA



Moldo a sombra do corpo
na parede reluzente de sol.
De repente
ao lado
um crepitar de fogo
queima as folhas secas e a solidão.
O branco da fumaça
demora nos meus olhos
e some depois
na ponta dos pés...


Shirley Brunelli Crestana

16 de agosto de 2011

CASO ENCERRADO


Vem logo buscar
o que restou do nosso amor.
Nenhum cheiro
nenhuma lembrança
apenas algumas mentiras
uma camisa
e um velho jornal.
De hoje em diante será assim
palavras inteiras
sem reticências
e ponto final.

Shirley Brunelli Crestana

11 de agosto de 2011

CICATRIZES



Digo que não te quero
e busco um par de asas
para te seguir aonde fores.
Ensaio palavras de adeus
e minha garganta se fecha
minha voz se cala
meus olhos te procuram...
Tento fugir
não consigo
dúvidas me torturam...  

Shirley Brunelli Crestana

5 de agosto de 2011

INVERNO

Foto de Shirley Brunelli Crestana
Com o inverno
chega certa melancolia
que vagueia acintosamente
à luz débil das manhãs.
Em meio à neblina
invasora dos meus olhos
fictícias alegrias se despedaçam
e provocam fendas no silêncio frio.
Às vezes
o sol chega devagarzinho
e quase em agonia
pinta quadros de luz
nas paredes do dia...

Shirley Brunelli Crestana

31 de julho de 2011

LIBERDADE


Quero ser
espírito mais que carne
primitiva
primeira
penumbra.
Quero ser ritualística
livre bandeira fatal
impulso seguro
luz no escuro
viajando no astral.


Shirley Brunelli Crestana

23 de julho de 2011

NOITE DE SÁBADO


Sábado imprevisível anoitece
rasgando definitivamente
os meus sonhos alucinados .
Emoções imprudentes
comprometem trilhões de células
e ainda assim
não tomo a decisão certa.
De que adianta
ler Neruda ou Pessoa
só quero  me esconder no Polo Sul
vendo uma nuvem estremecer
quando eu olhar o ceu azul.
A saudade  perde o rumo
simplesmente porque já não sou sua
e por isso
ando às tontas
sem ideias
tropeçando no silêncio hostil da rua...

Shirley Brunelli Crestana

17 de julho de 2011

INEVITÁVEL



Vasta e negra
a madrugada se apossa dos meus olhos.
Nenhum ponto de referência
nenhum objetivo
ninguém.
Não disfarço o hábito de ser só
nem escondo a mania
de tentar passar emoções a limpo
como se tudo estivesse acabado.
Sou o que sou...
malabarista
sobrevivente
fato consumado...

 

Shirley Brunelli Crestana

12 de julho de 2011

DESCRIÇÃO


Impetuoso chega o vento
vergando os galhos
 desalinhando os meus cabelos
teimando em ficar por perto...
A brisa manhosa
assusta-se e foge
ao cair folha seca
do altivo pé de açaí.
Minha alma trêmula
percebe a luz solar
encalhada nas nuvens
e  eu  perplexa
não consigo entender
o som da manhã...

Shirley Brunelli Crestana

7 de julho de 2011

VINHO SECO


O vinho
percorre caminhos inusitados
enfraquece a prudência
e mãos deslizam
nas curvas dos desejos
entre ilusões de cetim
num sonho desalinhado
pela urgência do querer.
Barcos sem leme
apressados e sedentos
zarpam antes das palavras
e quase inesperadamente
navegam rumo ao oceano
numa explosão
de cores e de espumas...

Shirley Brunelli Crestana

4 de julho de 2011

ENQUANTO VOCE NÃO VEM


Lembro você
e cada pensamento
é alegria que chega
movimento
espera
cheiro de terra
o rolar manso
    das águas do rio...

Shirley Brunelli Crestana

30 de junho de 2011

DETERMINAÇÃO


O amor acabou
quando a lucidez rasgou os veus
que encobriam  meu olhar.
Voce dirá que esse vazio
nunca mais será preenchido
e o sabor do mel
jamais de novo sentido.
Eu sei.
Por algum tempo
existirá apenas
gosto amargo
veredito final
cruel
   fatal...

Shirley Brunelli Crestana

24 de junho de 2011

APOGEU


Como será
quando eu tiver trilhado
todos os caminhos
e vivido todas as vidas?
Quando eu não mais precisar
de grades de proteção
de atitudes ensaiadas
e desta carne emprestada?
Quando eu deixar de ser
o que as fraquezas fizeram de mim
e minha individualidade
minha essência
meu eu
eu tiver encontrado?
Então
como  será
quando eu deixar de ser um viageiro
para ser um recém chegado?
Shirley Brunelli Crestana

19 de junho de 2011

PLENITUDE


Ah! Como é bom
recostar na tua força
o cansaço da minha carne
e descobrir na tua paz
minha única guarida.
Como é bom ficar assim
sonegando o tempo
como barco que soçobrou
como corpo que perdeu a vida.
Shirley Brunelli Crestana

12 de junho de 2011

DEPOIS DO BANHO

Foto Shirley Brunelli Crestana
Saio do banho
e a cadeira de vime
espera-me ao relento
na grama orvalhada.
Aproximo-me dela
e o roupão branco desliza lentamente
nas linhas curvas de minhas inquietações.
O sol aquece os meus desejos
e seca-me a pele úmida
atiçando a sensualidade da manhã.
O vento melodioso
sussurra estranhas palavras
nos meus cabelos molhados
e enciumado rastreia
as atitudes ousadas do astro rei.
Rodopiando sem pudor
sem amarras
levanto os braços e recebo a luz do leste
agradecendo ao Criador
o azul do céu
e a paz que vagueia no horizonte.
Depois respiro fundo
sinto-me leve
forte
   pronta...
   para voce.


Shirley Brunelli Crestana

6 de junho de 2011

SEM PLATEIA

Esta noite estarei só
despojada de todos os medos.
Ninguém aqui entrará
nem a dor que bate
recostada à minha porta
nem a solidão
andarilha da noite alta.
Quero sozinha
ser o alvo
ser a festa
sem ensaio
sem motivo.
Apenas eu
cara lavada
corajosa
renascendo de mim mesma
como quem sabe o que quer
assim meio bicho meio gente
mas acima de tudo:
Mulher!

Shirley Brunelli Crestana

3 de junho de 2011

CIRCUNSTÂNCIA


Principal protagonista
do teu roteiro
parceira do teu furtivo jogo
fruto farto fresco
cúmplice confiante confidente
arremesso-me no desconhecido
entre unhas e punhais
de silêncio e culpa.
Violentando
a singular insensatez
que explode nos tímpanos
desfraldo a bandeira da decisão
e marcho em cores
apontando lanças
contra os pontos reticentes
de mim mesma.


Shirley Brunelli Crestana

25 de maio de 2011

MEU REFÚGIO


Foto Shirley Brunelli Crestana
Gosto da quietude acariciante
ao adentrar minha casa
meu refúgio.
Sinto-me protegida pelas grades de silêncio
e pela paz que emana das plantas.
Se nas primeiras horas da noite
danço ao luar
só as estrelas veem
e ao imitar os meus passos
bailam ao compasso do Universo.
Quando já sonolenta
deslizo nas pétalas da madrugada
sei que tenho um abrigo
e feliz faço de conta
que tu estás comigo.

Shirley Brunelli Crestana

19 de maio de 2011

IMPACIÊNCIA

O que me afeta
quando chega a noite
é o abandono
que  pesa no espírito
até a tua chegada
sempre incerta.
Debruçada sobre essa espera
antevejo desertos
que se alargam e se abrigam
nas gavetas do tempo.
Perplexa
sigo sem nexo
incapaz
de encontrar direção segura
já que nenhuma luz brilha
na escuridão dos meus sonhos...

Shirley Brunelli Crestana

13 de maio de 2011

MEU DESEJO


Nesse momento
é isso que eu quero
pichar um poema
nas paredes brancas da vida.
Um poema
audacioso e rico
onde as palavras
passando pelo crisol da censura
saiam ilesas
sejam eternas
e não me pertencendo mais
partam aladas pelo mundo.
Um poema que
da palma de minha mão
chegue aos olhos de Deus
e tangendo
do universo a flauta arredia
seja semente
unicamente servindo à poesia...

Shirley Brunelli Crestana

10 de maio de 2011

DIFERENÇA


 Minha substância corpórea
está em constante transmutação.
Diferente do que acontece
com o meu amor...
Sempre o mesmo e imutável.

Shirley Brunelli Crestana

5 de maio de 2011

AVENTURA

Para sair da rotina
lembrei-me do passado
e quis brincar de menina.
Um par de patins
fui logo comprar
mas
que tombo
que loucura
escorreguei na doçura
do teu olhar.

Shirley Brunelli Crestana

2 de maio de 2011

MOTIVAÇÃO


Você chega de repente
temperando
meu tédio casual
e eu viro chama
repasto
fruto sensual.

Shirley Brunelli Crestana

28 de abril de 2011

SEM VOCE

Voce se foi
e eu fiquei dilacerada
no meio desse domingo.
Por esse motivo
traguei suas ideias
vesti seu cheiro
e sai por ai
com muito tempo
pe
san
do
no bolso.
Quando você chegar
vou lhe dizer
o quanto sua saudade
brincou de guerra
dentro de mim.

Shirley Brunelli Crestana

24 de abril de 2011

FRACASSO

À procura de frases insólitas
viajo
na imprudência do vento
na silhueta das águas
na velocidade da luz...
Inutil
não encontro
palavras dignas e bonitas
para expressar o meu amor.
Todas as idéias morrem
na ponta do meu lápis.

Shirley Brunelli Crestana