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8 de dezembro de 2010

QUARTA-FEIRA



Os últimos instantes do sol

deslizam

pelos frágeis galhos do viveiro.

Sopra brisa suave

e felizes voam os passarinhos

entre contornos de luz.

Meus pensamentos flutuam

na cadência das asas

enquanto doce e evanescente claridade

desmaia nas folhas.

O tempo passa sem palavras

e com leve toque das mãos

colocas mil estrelas em meus sonhos...



Shirley Brunelli Crestana

7 de dezembro de 2010

PENSAMENTOS



PENSAMENTOS

A tarde poética
acende matizes de ouro
iluminando o céu de dezembro.
O coração transita
nesse brilho silencioso e lento
antevendo a paz alentadora
que toda noite
enche de estrelas as mãos do tempo.
Um grito de libertação ecoa pelos pensamentos
e nos motivos que ferem a alma e a carne
invento um tema
busco uma luz
cedo à pressa do poema.


Shirley Brunelli Crestana


6 de dezembro de 2010

DE MANHÃ




Abro o portão
E exploro o vazio úmido da rua.
Com olhos preguiçosos
Olho a bruma
Difusa, confusa.
Chão molhado de ausência
eu espero
Tudo cinzento nada acontece
Ninguém aparece
Eu espero
Um silêncio fundo
Passa pelos meus olhos
Eu espero
E não sei porque
Sinto vergonha
Desse não fazer nada
Dessa manhã sem motivo
Desse só esperar...


Shirley Brunelli Crestana

COMENTÁRIO SOBRE O ESPERANTO NAS ESCOLAS....




COMENTÁRIO SOBRE O ESPERANTO NAS ESCOLAS DE ENSINO MÉDIO
por Pedro Jacintho Cavalheiro

Ultimamente venho ouvindo e lendo um verdadeiro festival de desinformação sobre a língua internacional esperanto motivado pelo Projeto de Lei do Senador Cristovam Buarque, que introduz o ensino optativo dessa língua no ensino médio, através de aditivo à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a LDB.

Impressionante! Quanto barulho por nada! Aqui vigora a máxima que diz: “Na falta de conhecimento sobre um assunto emita-se uma opinião”. Esse é um comportamento comum ao ser humano, até nos meios acadêmicos e, infelizmente, também nos meios de comunicação.
Então, aqui vai pra vocês, INFORMAÇÃO sobre o tema:

O projeto de Lei mencionado cria na LDB (Lei de Diretrizes e Bases), apenas a possibilidade de se ensinar a língua internacional esperanto no ensino médio. Não obriga e, portanto, não cria demanda atabalhoada de professores de esperanto. Então, o pânico de como iremos abastecer o ensino com professores dessa língua, não tem o menor sentido.

Mas, por que criar esse dispositivo na LDB?

No quesito línguas a LDB, até o momento, apregoa o ensino da língua pátria e de línguas estrangeiras. O esperanto não é uma coisa, nem outra. E, portanto, tecnicamente não tem espaço na LDB. O Brasil é signatário de duas resoluções oficiais da UNESCO em favor da língua internacional esperanto, onde se compromete a divulgar e facilitar o ensino dessa língua. Incluir na LDB um artigo que permite o ensino da língua, e não obriga, é simples ajuste legal na Lei máxima do ensino brasileiro, para que o esperanto possa ser ensinado nas escolas que se interessarem por ele. Apenas isso.

Mas, e o mérito?

O esperanto é visto pela UNESCO como uma ferramenta viável de comunicação internacional democrática entre as nações e como instrumento de proteção à diversidade linguística. Primeiro, por ter sobrevivido sem pátria por 123 anos, passado por duas guerras mundiais, com direito a extermínio de esperantistas em campos nazistas; ter crescido e ser falado hoje por milhões de pessoas, sem conhecer barreiras étnicas, possuir vasta literatura original e traduzida (a biblioteca da Associação Universal de Esperanto tem algo em torno de 20.000 títulos de livros na língua), jornais, periódicos, músicas etc., já demonstra sobejamente que essa língua é indiscutivelmente viável. Depois, porque o esperanto não pratica invasão cultural e não quer dominar ninguém a partir de imposição de língua e de cultura, já que não existe uma “Esperantolândia” pra tomar nossa Amazônia, por exemplo, ou pra tomar o petróleo do Iraque, ou tomar... qualquer coisa alheia. No caso da cultura, tomar a alma alheia.

Enquanto gente desinformada põe em dúvida o mérito do esperanto, a China adotou-o como matéria opcional nas escolas e universidades do país tem curso de pós-graduação em esperantologia. Enquanto os intelectuais tupiniquins discutem se “uma língua artificial pode dar certo”, na Hungria a Língua Internacional Esperanto já é matéria de vestibular desde 2.000. Lá o aluno pode optar no vestibular em prestar exame ou de alemão, ou de inglês, ou de lovária (língua de uma etnia cigana muito presente na Hungría) ou de esperanto. E, pasme, o esperanto é uma das línguas mais procuradas pelos vestibulandos. Não por ideologia e sim porque ele é mais fácil e rápido de aprender.

Enquanto gente de peso ou pose emite “opiniões” sem conhecer absolutamente nada sobre a língua internacional (sobre seu comprovado valor pedagógico como facilitador do aprendizado de línguas, por exemplo), eu uso meu navegador Mozilla, em esperanto, os serviços do Google em esperanto, o Face Book em esperanto (tudo mesmo – até as mensagens automáticas que o Face Book envia pro meu correio eletrônico) e muito, muito mais. Interessante o pragmatismo dessa gente que sabe ganhar dinheiro, não é? A cabeça deles funciona assim: tem público pra consumir o produto em esperanto? Então temos que oferecer nosso serviço em esperanto também. Se bobear, daqui a pouco estaremos pagando direitos autorais a estrangeiros por cursos de esperanto! Porque enquanto eles desenvolvem paulatinamente o ensino dessa língua de DNA internacional, enquanto aumentam paulatinamente o número de professores habilitados a ensiná-la, desenvolvem material didático, enfim, criam uma infraestrutura para o ensino do esperanto, a gente aqui do país do futuro (com todo respeito ao Stefan Zweig) fica... emitindo opinião.

Tudo bem que opinião é coisa pessoal, foro íntimo e tal, mas não dá pra aceitar como válida, por exemplo, a opinião de que elefantes africanos voam melhor do que elefantes indianos porque tem orelhas maiores. Não basta ter opinião sobre alguma coisa: ela tem que estar fundamentada em fatos.

Texto enviado por e-mail pelo amigo
Joaquim Câmara da Silva

Espírita e Esperantista.

FRACTAIS



FRACTAIS

Mesmo que todos passem

que vão embora

que me esqueçam

me conforta o entardecer

cada vez que chega

estendendo sobre os telhados

os primeiros retalhos da noite.

Com fios de silêncio

costuro meus pedaços

religando gestos

juntando partes.

Sigo pelo tempo inexorável

amontoando dores

restaurando a vida

sentindo o que todos sentem...

Porque somos cópias uns dos outros

por dentro somos todos iguais.


Shirley Brunelli Crestana


5 de dezembro de 2010

DIVAGANDO




DIVAGANDO


Nesse imenso céu de janeiro
uma lua aquariana rola
com veemente seriedade.
Sonhadora
sou incógnita
simulando indiferença
diante do espetáculo
magnificente e estranho.
Num desfile apoteótico
as horas passam
e sentem pena de mim
que não consigo dormir
com esse patético rumor de estrelas
invadindo minha janela...



Shirley Brunelli Crestana




4 de dezembro de 2010

NATUREZA



NATUREZA



O vento chega audacioso

contando particularidades

de sua trajetória

e desbrava o sossego das folhas.

As cigarras não percebem

e incansáveis cantam

em meio à beleza irretocável da manhã.



Shirley Brunelli Crestana

2 de dezembro de 2010

FOI BOM




FOI BOM



No meio da noite

o vento chegou decidido

gritando metáforas

assustando as folhas de abril...

Os cães latiram

e como quimera o sono sumiu.

Porém

pisando devagar

chegou o silêncio repousante

enchendo de luz

as profundezas do meu coração.



Shirley Brunelli Crestana

1 de dezembro de 2010

ESPERA


ESPERA

Nessas horas noturnas
estrelas e dúvidas pairam
no cinzento silêncio do peito.
Enquanto moldo minhas idéias
nas veias circulam rios de solidão
e cada vez mais pontiagudos
são os espinhos
da obscura flor da madrugada...
O novo dia custa a chegar.




Shirley Brunelli Crestana

30 de novembro de 2010

VERNIZ


Você me olha 
e não sabe que sou 
explícita mentira 
mistura de conceitos 
escória da verdadeira essência.
Sou guerreira
perdedora de muitas lutas
pecadora de muitas vidas.
Vivo de ângulos e intenções
momentos
flashes
vontade de ser
de cruzar todas as pontes
de ultrapassar todas as linhas.
Algum dia meu amor
vou lhe dizer que você se ilude
quando me olha e pensa que me vê...



Shirley Brunelli Crestana

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29 de novembro de 2010

QUIMERAS



QUIMERAS

Às vezes tenho vontade
de nada pensar
nada esperar
apenas envolver todo o meu ser
num silêncio absoluto
e conhecer
as virtudes de uma santa
a paz de uma nuvem
a resignação de uma planta...


Shirley Brunelli Crestana

26 de novembro de 2010

AGRADECIMENTO




Os seguidores, os visitantes e os envolvidos com a arte de poetar, são fundamentais para a existência desse espaço com cheiro de estrelas.
Agradeço a eles, a delicadeza e as palavras incentivadoras, agora incrustadas com letras de luz no meu espírito.
Sou grata à Mara Bombo, prima querida, que arquitetou e fez acontecer esse cantinho quase etéreo, morada da poesia e dos caros poetas... Amigos que a meu lado caminham há tanto tempo... Cúmplices dos sonhos que cada um de nós carrega nas câmaras, nem tanto secretas, do coração...
A todos que por aqui passaram ou que ainda passarão, quero ofertar uma flor que, apesar de virtual, irá inebriá-los com o influxo de ternas vibrações.
Muito obrigada, amigos!
Gratidão, Mara!
Paz profunda!

Shirley Brunelli Crestana

MURALHA



MURALHA

Pingos cantam em uníssono
caindo cristalinos e líricos
na taça turva da tarde.
Essa cortina de chuva
me protege das sensações efêmeras
justifica adiar compromissos
limita as possibilidades...
Sem nada esperar desse dia cinzento
troco idéias com a eternidade
e acendo archotes
no meu mundo interior.


Shirley Brunelli Crestana

24 de novembro de 2010

RECADO



RECADO

Breve
mandar-lhe-ei uma mensagem
sem ambigüidade ou fantasia
-- sei que você a quer --
escrita numa pétala
pendurada numa estrela
ou sei lá
de um jeito qualquer.


Shirley Brunelli Crestana

23 de novembro de 2010

CERTEZAS


CERTEZAS

Refém de minhas escolhas
distraio-me com a solidão
e não sei do que sentir saudades...
Talvez nostalgia
do que nunca houve...
Viajas agora
na órbita de minha indiferença
e eu sozinha
exercito o silêncio
enquanto invento
o final de minha história


Shirley Brunelli Crestana

URGÊNCIA


URGÊNCIA


É grande a inquietude
e os clamores se transportam
aos quatros cantos do mundo.
o Homem luta contra os donos do poder
que participam da corrida armamentista
e milhares de braços são obrigados
a se furtar ao trabalho construtivo
para se dedicarem a mecanismos geradores
da miséria
da desarmonia
da morte.
Desalentador é o caminho
por onde passa a sociedade moderna
mas
num  futuro próximo
dentro do dinamismo do Universo
a qualquer custo
a humanidade terá que marchar
ao encontro de um novo mundo
de uma nova luz do porvir.


Shirley Brunelli Crestana

SÍNTESE


SÍNTESE

O céu se mostra
escandalosamente azul
ao tocar a pele da manhã.
Logo cedo
ensaio palavras de luz
agradecendo ao Criador
o retorno da consciência
nesse plano de evolução.
Porque estou só
a solidão tenta devorar
o esboço do meu eu
sem saber
que trago no âmago
a bagagem milenar
do que fui
do que sou...


Shirley Brunelli Crestana

SIMPLICIDADE



SIMPLICIDADE

Venha comigo
e sente-se ao meu lado
nessa cadeira de vime.
Aqui onde estou
o céu é sempre enluarado
e cheio de estrelas.
Podemos sentir
a energia da natureza
e o ressonar dos passarinhos
no arvoredo do quintal.
Venha
entenda os meus sentimentos
escute o meu coração.
Juntos seremos capazes
de ouvir a música das esferas
nessas horas altas da noite.
Venha comigo
e tome conta de mim.


Shirley Brunelli Crestana

22 de novembro de 2010

DE UMA NUVEM...


DE UMA NUVEM...
(para o poeta André Bueno Oliveira)

Consciência introvertida
coração habitando as alturas
assim desfruto o legado
dos gênios Haendel, Bethoven, Verdi,
Schumann, Mozart, Bizet, Bach,
Mendelssohn, Brahms, Mascagni
e tantos outros criadores da arte eterna.
Difícil manter o elo
entre o mundo físico e o subjetivo
ao mover-me em câmera lenta
em íntima harmonização com o universo
dentro do próprio peito.
As janelas da alma
abrem-se desesperadas
e meu ser psíquico alça vôo
para além dos sentidos
pelo espaço sem fim
enquanto
entre goles de solidão
me enlevo com as clássicas
que o poeta gravou para mim.

Shirley Brunelli Crestana

DETALHE




DETALHE

Cintila o sol
acendendo matizes
no cenário da tarde.
Porém,
seu colorido insinuante
não me alcança a alma sombria.
Não é negligência de sua luz
é indiferença minha.
Naufraguei numa sensação
de tudo acabado
alma ao relento
cansada da lida...
A culpa é só minha
deixei de ver as cores
deixei de sentir a vida...

Shirley Brunelli Crestana

SINA


SINA
A disritmia do meu relógio
abalou o ritmo do tempo
e eu flutuo
como ponteiro perdido
no ritual inconsciente
da vida...

Shirley Brunelli Crestana

MEMÓRIA


MEMÓRIA

Reservo-me
para o próximo século
e no meu espírito
guardo todas as estrelas.
Estranha lembrança de risos
depositada na luz da manhã.
Ficam os sonhos adiados
no tempo que brinca
indo e vindo
num frio relance
fluido azulado...


Shirley Brunelli Crestana