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20 de fevereiro de 2013

NA GRAMA DO JARDIM


Por alguns instantes
vejo o dia desfalecer no horizonte
e depois repousar suavemente
nos braços ternos da  noite.
Dentro de mim
tudo se cala
mas
o silêncio não me apavora...
Meu bem
vem ter comigo na grama do jardim
vem ver
a inebriante luz da lua
que flutua no universo.
Vem depressa
quero te ver
antes de findar este último verso.


Shirley Brunelli Crestana

13 de fevereiro de 2013

PRENÚNCIO DE CHUVA



Nesse domingo
o céu amanheceu escuro
bisbilhotando os meus sentimentos
e deixando apreensivo o verde do abacateiro.
Um quadro indiscreto e cinzento
instalou-se na janela
embaçando o meu olhar.
Quisera voar nesse vento
com essas asas sem cor
como um pequeno pássaro
com toda inocência e calma...
Sim
hoje vai chover
fora e dentro de minha alma.


Shirley Brunelli Crestana

5 de fevereiro de 2013

AS LUZES DE UM AVIÃO



As luzes de um avião
riscam timidamente o céu
as estrelas riem
o silêncio nem percebe...
Tento localizar um grilo
que não sei de onde
parece furar a escuridão
e minha sensibilidade.
De repente
escapa-me a consciência
de todas essas coisas...
Porque pressinto tua vibração
percebo os teus passos
ouço a tua voz
sinto os teus braços...


Shirley Brunelli Crestana

28 de janeiro de 2013

COM A LEVEZA DA FLOR

Procuro
a singularidade das palavras
para tecer com dedos de fada
o mais belo e simples poema.
Quero que seja
misterioso
singelo
num compasso de ciranda.
Versos que lembrem rosas
com o aroma da chuva
e  só falem de amor...

Shirley Brunelli Crestana

20 de janeiro de 2013

ABISMOS


Todas as manhãs
a luz do sol
distribui perfumes
na praça
no parque
na rua...
A vida renasce
flui da inércia de todas as coisas
e se mistura ao verde-esperança
desse enigmático mundo.
As horas avançam
mas
 no meu semblante
perdura um sorriso sem graça
que esconde abismos de solidão.

Shirley Brunelli Crestana

12 de janeiro de 2013

BICHO ACUADO

Quando a noite chega
fico no escuro do meu quarto
como bicho acuado
escondida de mim e das estrelas.
Os pensamentos disformes e vagos
fazem ronda lá fora
mas
nem mesmo posso lembrar a tua rua
nunca soube onde moras.
Estou inquieta e perdida
preciso de uma bússola
necessito te encontrar agora.


Shirley Brunelli Crestana

4 de janeiro de 2013

SONS

O ontem
não foi embora.
Parece-me ainda
ouvir um violão na rua
sentir o cheiro da lua
eu sendo tua...
Cenas do passado
engraçado
a mente divaga
lembra
pede
quer mais...
Na rodovia
o ruído dos caminhões
nas árvores da praça
o canto das cigarras
no coração
uma saudade atrevida...
É tarde
a noite boceja
desfaço os laços
estico os braços
e alongo a vida...


Shirley Brunelli Crestana

17 de dezembro de 2012

NATAL


Nesse Natal
que sua fé seja renovada
com a alegria  do nascimento de Jesus
e com o infinito amor de Deus!
Que o Ano Novo
seja a esperança
de dias cada vez mais felizes!

26 de novembro de 2012

EU TE PEÇO



Nos teus ouvidos guardei sonhos
construí paredes no teu corpo
excedi limites nos teus desejos.
Cansada e ferida
perdida fiquei
no auge do teu fascínio...
Agora
deixa-me...
As lâmpadas apagaram-se
e restou apenas
melancólico reflexo do teu domínio...


Shirley Brunelli Crestana

14 de novembro de 2012

QUANDO A NOITE CHEGA



Vagarosamente
meus olhos se impregnam
da luz das estrelas
e passeiam pelo Cosmo...
Os sentidos se apagam
e o sono vem
enquanto a alma
incansável
recicla parágrafos indesejáveis
das páginas da minha história...


Shirley Brunelli Crestana

10 de novembro de 2012

REGISTROS AKÁSHICOS



Na tela da eternidade
projetam-se os nossos caminhos
os que foram
e os que serão percorridos
sem divisão física de tempo.
Presente
passado
futuro
dimensões que se interpenetram
sem fronteiras
tudo existe agora
tudo é
numa única cena.
Essa verdade incontestável   
enche-me de expectativa
e de agonia.
Assim
agradeço a vida
e com reverência
celebro mais um dia.

Shirley Brunelli Crestana

3 de novembro de 2012

SÚPLICA



Preciso abaixar
o som agudo dessa dor
secar com lenços de esperança
as lágrimas incansáveis
que amargam a boca.
Passos impotentes dão voltas
no mesmo pedaço de chão
e a solução parece
se distanciar das súplicas.
Então
a alma se alista
para uma guerra sem regalo
e grita para que Deus a ouça:
Oh! Pai
não vos peço que afasteis de mim este cálice
mas
por piedade ajudai-me a não entorná-lo!...


Shirley Brunelli Crestana

27 de outubro de 2012

NOITE LINDA



No silêncio sideral
dessa noite linda
sinto-me inspirada
ao olhar o céu imenso.
Ah! Meu amor
liga para mim
quero te fazer uma canção
ao lembrar os teus traços...
Ou melhor
vem ter comigo
vem ver as estrelas
aninhadas em meus braços...


Shirley Brunelli Crestana

20 de outubro de 2012

ENCONTRO MARCADO

  Dentro do meu ser
há um ponto imaginário
templo de solidão
oculto num labirinto de sombras.
Refúgio que uso
ao enfrentar difíceis jornadas
para dentro de mim mesma.
É aí que me busco
é aí que me encontro.
Eu o sinto palpitante
e ele existe
 para abordagens
diretas e profundas
de minhas verdades...

Shirley Brunelli Crestana

13 de outubro de 2012

INCONTROLAVELMENTE



Pensamentos indesejados fazem arruaça
diante das estrelas do céu de outubro.
Velhas lembranças fogem do exílio
inventam uma  coreografia sem nexo
e ousadas
dançam provocando a languidez da lua.
Minha alma ronda o vale da noite
e sensação  estranha aperta-me a garganta
ao sentir no sangue o calor das lágrimas
porque uma vez mais
repito um monólogo que ninguém ouve...


Shirley Brunelli Crestana

6 de outubro de 2012

DEZ HORAS




O silêncio preguiçoso da manhã
acaricia-me o corpo estendido na grama
debaixo do céu infinitamente azul.
As folhas do açaí entoam um mantra
sob a batuta do vento morno.
Os minutos somem na rua deserta
cães latem à vontade na vizinhança
sem necessidade de estratagema.
De repente
distraio-me com duas apressadas formigas
que andam sem rumo no rascunho desse poema...


Shirley Brunelli Crestana

29 de setembro de 2012

MANHÃ DE SÁBADO



Não quero só o verde das folhas
nem a paz do altar da manhã.
O que eu preciso neste dia
é um gesto de luz
de alguém que não me lembre saudade
e venha de braços abertos
me oferecer um punhado de rosas
ou simplesmente um jasmim...
Preciso de alguém com sorriso de sábado
que traga um vinho e um violão
e cante docemente só para mim...


Shirley Brunelli Crestana

22 de setembro de 2012

MUDANÇAS



Chega de ficar nessa neurose
escolhendo palavras
medindo distâncias
esperando você.
Tiro a máscara
vôo alto
rasgo essa página em branco
sem memória.
Só agora posso
finalmente
escrever a minha história...


Shirley Brunelli Crestana

15 de setembro de 2012

FUGA



A noite me envolve
com  seu véu efêmero
e me prende
com dedos compridos e negros.
Nesse momento sem nome
sem os teus braços de lua
insegura
sozinha e vazia
só resta me proteger
nas entrelinhas da poesia...


Shirley Brunelli Crestana

8 de setembro de 2012

CORRENTEZA



Um rio de silêncio
corre dentro de mim
e invade o meu insípido viver.
Solidão chega
e umidece os meus olhos
enquanto imensurável cheiro de noite
fere os meus caminhos
onde não vejo
nenhuma pedra
nenhuma rosa
nenhuma luz...

Shirley Brunelli Crestana

1 de setembro de 2012

DIA SANTO



O silêncio anda pelas ruas
nuas estão as calçadas
de quando em vez passa um carro
mais nada
tudo parado
nesse feriado.
O sol vai alto
a cidade dorme até agora
sem saber que alinhavo essa hora
e entrelaço os pensamentos
feito solitária tecelã...
Por que não levantam todos
e cantam em uníssono
para brindar a vida
e saudar a estrela da manhã?...


Shirley Brunelli Crestana

25 de agosto de 2012

POETA



Poeta
quisera ser como você
irreverente
sem meias palavras
corajoso no que escreve
audacioso no que diz.
Porém
você pensa
que sabe tudo da vida
que conhece qualquer tema...
Ah! Meu amigo
o viver é bem mais complexo
que juntar palavras num poema...


Shirley Brunelli Crestana

18 de agosto de 2012

VENTANIA



Sinto-me insegura
quando venta forte assim.
Fecho as janelas do mundo
e encolho-me
recostada nas paredes do medo.
Onde um semideus
ou um herói
para acabar com a insensatez do vento
que maltrata os galhos
e me assusta com certeza?
Onde alguém
cadê você 
para me proteger agora
    da impetuosa  natureza?...


Shirley Brunelli Crestana

11 de agosto de 2012

BUSCA



Procuro palavras
que transcendam as gramáticas.
Quero-as indefiníveis
como os pensamentos dos poetas
e impenetráveis
como as pedras dos caminhos.
Percorro noites de solidão
e
tresloucada
procuro-as em todas as estrelas
dentro de todas as vivências
e de todos os sonhos
mas
não vou além desse inculto poema...
Oh! Amado meu
as palavras se perdem
na pressa do tempo...
Vou te ver
em silêncio.


Shirley Brunelli Crestana

4 de agosto de 2012

REFÚGIO



No silêncio escuro do peito
o coração se aflige
pelo inquieto felino que passa
indo e vindo
barulhando no telhado de minhas emoções.
Sinto compaixão
terá fome?...
Ensurdeço a consciência
saio de mim mesma
tento um salto no infinito.
O gato mia
e mortificada
covardemente me refugio
nos atalhos da madrugada...

Shirley Brunelli Crestana