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18 de agosto de 2012

VENTANIA



Sinto-me insegura
quando venta forte assim.
Fecho as janelas do mundo
e encolho-me
recostada nas paredes do medo.
Onde um semideus
ou um herói
para acabar com a insensatez do vento
que maltrata os galhos
e me assusta com certeza?
Onde alguém
cadê você 
para me proteger agora
    da impetuosa  natureza?...


Shirley Brunelli Crestana

11 de agosto de 2012

BUSCA



Procuro palavras
que transcendam as gramáticas.
Quero-as indefiníveis
como os pensamentos dos poetas
e impenetráveis
como as pedras dos caminhos.
Percorro noites de solidão
e
tresloucada
procuro-as em todas as estrelas
dentro de todas as vivências
e de todos os sonhos
mas
não vou além desse inculto poema...
Oh! Amado meu
as palavras se perdem
na pressa do tempo...
Vou te ver
em silêncio.


Shirley Brunelli Crestana

4 de agosto de 2012

REFÚGIO



No silêncio escuro do peito
o coração se aflige
pelo inquieto felino que passa
indo e vindo
barulhando no telhado de minhas emoções.
Sinto compaixão
terá fome?...
Ensurdeço a consciência
saio de mim mesma
tento um salto no infinito.
O gato mia
e mortificada
covardemente me refugio
nos atalhos da madrugada...

Shirley Brunelli Crestana

27 de julho de 2012

RENOVAÇÃO



Sou realidade pensante
feita de conflitos e lutas
em constante recomeço.
Preciso tanto
que a paz desça sobre mim
pela luz de uma estrela
e lave meu espírito
com as águas de inefável fonte.
Depois
enxuga-me com o manto do silêncio
oh! iluminada lua
e pede aos astros que fechem os olhos
enquanto acendo um incenso
e espero o amanhecer
completamente nua!


Shirley Brunelli Crestana

20 de julho de 2012

ANSIEDADE



Você dirige o carro lentamente
e procura suaves palavras 
para impressionar o silêncio.
Também eu
perplexa e sem êxito
busco no âmago a frase certa
contudo
inesperadamente
percebo-me vazia e muda
flagro-me tão pobre de ideias
emaranhada numa teia de conceitos.
Sem querer
de repente
num enlevo
digo o que não posso
e no semblante
mostro o que não devo...


Shirley Brunelli Crestana

13 de julho de 2012

APARÊNCIA



Ah! A ausência tua
neste dia...
A ansiedade faz morada
no labirinto dos pensamentos
e ninguém sabe o que se abriga
na aparente lentidão dos meus gestos.
Só me resta
sufocar os sentimentos
camuflar a impaciência
e esperar o amanhã...


Shirley Brunelli Crestana

6 de julho de 2012

ATÉ O AMANHECER



Você se foi
e quieto ficou o meu olhar
na grama crescida
na noite alta...
Para afugentar a saudade
apoio-me nos ombros da madrugada
e baixinho
declamo versos às estrelas...


Shirley Brunelli Crestana

27 de junho de 2012

Decisão

Meu olhar se perde
no ruído dos teus passos.
Teimas em ficar por perto
remexendo nas minhas lembranças
ferindo-me com tua presença.
Um feixe de sentimentos
asfixia minha vida
que se extingue aos poucos
e a si mesma sepulta.
Não te quero mais
cansada estou
dessa mágoa fria e silenciosa
que  não mais se oculta...

Shirley Brunelli Crestana

  

19 de junho de 2012

INCONSTÂNCIA



Inteira estou
confinada
em minha nudez interior
consciente de ser
a estrela que ilumina
porém
sem invadir o seu mundo.
Por que
repentinamente
você chega como um mar tempestuoso
e me desafia
para um duelo de ríspidas palavras
se o meu desejo
é tão somente
lhe ofertar uma flor?


Shirley Brunelli Crestana

12 de junho de 2012

LOGO DE MANHÃ



Pela janela entreaberta
espreito os primeiros bocejos
da pacata e fria manhã.
Um homem passa devagar e triste
carregando seu mundo
na carrocinha barulhenta
cheia de papel.
Meus olhos umidecem de comoção
 e minha alma se oculta
atrás de imaginário véu.
Mas
para ele
que importância tem essa lágrima
se não lhe rende um dinheiro
nem um pedaço de céu?...


Shirley Brunelli Crestana

5 de junho de 2012

FANTASIA



Desfaço os laços
e mergulho
 nas águas crespas do luar.
Quero ser livre
sereia
amada mulher.
No relevo das nuvens
saudade escorrega
à espera do teu olhar
mas
nada acontece
as horas passam
o sonho amanhece...


Shirley Brunelli Crestana

29 de maio de 2012

ENQUANTO ESPERO


 Com pincéis abstratos
desenho em matizes infinitos
a saudade que sinto de você
meu amor.
Palavras intactas e sentidas
 saem de minha boca
mas não  impedem a solidão
 de devorar o tempo
nem traçam  perspectiva
 para a trajetória do amanhã.
Enquanto você não chega
nada me seduz...
Uma vez mais
atenda o meu querer
volte depressa
e me ajude a viver!

  Shirley Brunelli Crestana

22 de maio de 2012

SINTONIA



Essa noite luzente
insistente
traz a música mais linda
para melodiar dentro de mim.
Num aparente anseio
a cadência do coração
ressoa  nos jardins da alma
enquanto o olhar
contemplativo e sedento
ao regressar das estrelas
gravita leve ao relento...


Shirley Brunelli Crestana

15 de maio de 2012

REMINISCÊNCIAS



Velhas lembranças
entram em cena
no palco da indiferença.
Insistem em ficar 
festejam
 provocam
fazem assédio
mas
impassível
 tenho medo de morrer
de puro tédio...


Shirley Brunelli Crestana

8 de maio de 2012

MENTE ALERTA



Meu espírito sedento
sorve a seiva do silêncio
e na leveza dos sentimentos
inventa um céu tinindo de estrelas...
Como num ritual
há dentro de mim
nostalgia
de um entoar de sons
magia
de rosa aberta...


Shirley Brunelli Crestana

30 de abril de 2012

PRECISO LHE DIZER



Não adianta você chegar
com esse brilho indigno no olhar
querendo me prender
com os frágeis laços da matéria...
Agora sou outra
a que traz dentro de si
os olhos úmidos de todas as manhãs
e o peso indizível de todas as horas...


Shirley Brunelli Crestana

24 de abril de 2012

REFLEXOS



Meço o tempo
e  as mãos do outono
salpicam com folhas douradas
o vazio de minha alma.
Carrego eterna carência
 pelas ruas definitivas
e fatigada
só me resta
descansar no passado
à sombra de vagas  lembranças...


Shirley Brunelli Crestana

17 de abril de 2012

HORAS ENLUARADAS



O sol se foi
e apagou um pedaço de mim.
Restou o vício do pensamento
que na tentativa de abrir portas
evidencia minha verdade interior.
As horas calam-se
e deixam em tudo um vazio.
De que adianta essa inquietação
se o tempo é inexorável
e nem a lua está livre da solidão?


Shirley Brunelli Crestana

11 de abril de 2012

UM BRINDE



És apressado demais
para que teu olhar repouse em mim.
Por isso
convido-te para brindar comigo
e celebrar
um momento que nunca existiu.


Shirley Brunelli Crestana

5 de abril de 2012

MEDO DE SER



 Não sei se devo extravasar
 meu arrebatamento de hoje
 meus sentimentos de agora...
Amanhã ou depois
o que pensará você de mim
quando tudo pertencer ao passado?
Que fui
escandalosamente atrevida
pretendendo ser a mulher dos seus sonhos
e  dona de sua vida?


Shirley Brunelli Crestana

30 de março de 2012

PERMISSÃO



Não faças uso
do teu riso áspero.
Deixa-me
numa derradeira vez
te olhar e te ouvir.
Em troca
te prometo o silêncio.
Não me mandes embora
meus lábios nada pedirão
de nada preciso...
Tenho
a semente das tardes
o mel das estrelas
as águas da esperança...


Shirley Brunelli Crestana

24 de março de 2012

BRAVURA

  
 Penduro meus desejos
na verticalidade das estrelas cadentes
e parindo rimas novas
bebo na taça inefável da noite.
Atrevida e selvagem
zombo dos cáusticos e cínicos
que dormem em trevas
agasalhados pela falsa inocência.
Como ave que emerge e voa
minha coragem alcança a rua
e ateando fogo no silêncio
espreita a madrugada
que desfila negra e nua.

Shirley Brunelli Crestana

17 de março de 2012

PERPLEXIDADE



Há um desapontamento sem nome
escancarado nos meus olhos
e um grito sem amanhã
que violenta minha paz interior...
Nada faz sentido hoje
para esse coração agora de aço
insistente
teimoso
sem-vergonha
que circula em marcha lenta
dentro de todo poema que faço!


Shirley Brunelli Crestana

9 de março de 2012

INCERTEZA



Você já foi uma  estrela-guia
sua luz se estendia sobre o meu mundo
porém
o amor não conhece a paz
e a inquietação de sua alma ficou entalhada
 nas portas de minha angústia.
Hoje você emerge
de suas decisões conturbadas
e me pede para voltar.
Quem sabe?
Talvez um dia
eu apareça sem avisar...


Shirley Brunelli Crestana

2 de março de 2012

NOSTALGIA



Não sei de onde vem
a saudade de mãos entrelaçadas
a culpa de amores proibidos
o gosto de páginas viradas...
Esse cheiro de lua cheia
essa dor de chaga aberta
não sei se vem do céu ou do mar...
Escondo-me
sob as asas claras da noite enluarada
e curvo a fronte
diante da taça transbordante dos desejos...
O tempo escapa-me  depressa
e como nau perdida
resta-me apenas repousar
no azul contagiante
do teu olhar.


Shirley Brunelli Crestana