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28 de abril de 2011

SEM VOCE

Voce se foi
e eu fiquei dilacerada
no meio desse domingo.
Por esse motivo
traguei suas ideias
vesti seu cheiro
e sai por ai
com muito tempo
pe
san
do
no bolso.
Quando você chegar
vou lhe dizer
o quanto sua saudade
brincou de guerra
dentro de mim.

Shirley Brunelli Crestana

24 de abril de 2011

FRACASSO

À procura de frases insólitas
viajo
na imprudência do vento
na silhueta das águas
na velocidade da luz...
Inutil
não encontro
palavras dignas e bonitas
para expressar o meu amor.
Todas as idéias morrem
na ponta do meu lápis.

Shirley Brunelli Crestana

18 de abril de 2011

DÚVIDAS

No meio
da minha insegurança
tenho você
meu chão
meu rei
que de amor
me arrebata
e me arrebenta...
Porém
de tudo o que me diz
fica apenas uma certeza
a de não saber
o que será de nós dois.

Shirley Brunelli Crestana

14 de abril de 2011

PUNIÇÃO


Um cão mastiga a madrugada
e sangra o silêncio.
Volto para os meus olhos
para o meu corpo
para a minha existência.
Consciente
já não flutuo
peso
sou realidade
existo...
Infeliz animal esse
que me fez doer
atirando você
na minha lembrança.

Shirley Brunelli Crestana

11 de abril de 2011

SEMPRE ASSIM


Como de costume
a tarde se recosta
no batente cinzento
de minha alma.
E porque nada tenho
e nada espero
deixo-me diluir sem pressa
na morna maciez
das minhas lágrimas.

Shirley Brunelli Crestana

7 de abril de 2011

VINGANÇA

Ah!...Voce não me conhece
e tampouco imagina
como sou esperta.
Esteja alerta
quero brincar
com os seus nervos.
Ainda não sei como
mas eu juro
antes de tirá-lo
definitivamente
dos meus planos
vou balançar seus alicerces
e provocar trincas
no seu modo de ser.

Shirley Brunelli Crestana

3 de abril de 2011

ENGANO

Se alguém
agora
nesse quarto entrar
pensará
que me envolve
sono tranqüilo e reparador.
Mas
não é assim...
Penso em voce.

Shirley Brunelli Crestana

30 de março de 2011

SENTINELA


Tédio
foi o que sobrou
do gosto amargo
de passar a noite
decifrando a lua.
Louca
essa mania
de entregar os gestos
vigiando o próprio jeito.
Às vezes doi
a lembrança do passado
provocando as horas
regendo as batidas cardíacas
lambendo o rubor das faces...
Ah!... Quisera possuir
a insensibilidade
e a mudez dos mortos.

Shirley Brunelli Crestana

27 de março de 2011

À SUA ESPERA


Não importa por quanto tempo
volta.
Volta
vem livrar-me de tua influência
limpar-me dos teus carinhos
ensinar-me a ser só.
Volta
podes trazer
teus defeitos
teus problemas
teus pecados.
Volta
ajuda-me de verdade
por um dia
um ano
ou uma eternidade!

Shirley Brunelli Crestana

22 de março de 2011

MOLDAGEM

Submissa sempre fui
ao ser
a cópia fiel das tuas vontades
o perfil das tuas exigências
a marca dos teus desejos...
Hoje sou sem solução
contorno inútil
escultura do medo
mergulhada no poço da vida...

Shirley Brunelli Crestana

17 de março de 2011

DECEPÇÃO

O som de tua maldade
varou-me a carne aflita
e um mar revolto
penetrou o meu medo.
A tarde que era linda
-havia sol-
murchou no meu plexo solar
que espetado
na ponta da tua intenção
incensou os venenos
até o anoitecer...

Shirley Brunelli Crestana

12 de março de 2011

IMPACIÊNCIA


Cuidadosa
manuseio as horas
trincadas de ausência.
Subjetiva
ignoro os sons
e jogo sombras
nas chamas do peito.
Ah! De que adianta
a certeza dos seus sentimentos
se nesse momento
não tenho voce?
Até quando suportarei
essa insegurança que se avoluma
essa verdade que se esconde
e esse amor que não se assume?

Shirley Brunelli Crestana

9 de março de 2011

ATITUDE

Vem cá e descobre
o motivo do meu silêncio.
Eu te esperei inteiro
e sem querer
feriste minha expectativa.
Lidar com minhas emoções
não consegues sequer...
Sou sensível e carente
sou acima de tudo
mulher!

Shirley Brunelli Crestana

5 de março de 2011

UMA LUZ NO HORIZONTE

Eu te vi subindo a rua
com os teus negros olhos
acendendo o fim da tarde.
Deixei meu silêncio
te seguir os passos lentos
e cheia de espanto
aspirei teu cheiro
e tua displicência.
Ainda pálida
morri um pouco
de dor e de ausência
tentando imprimir nas retinas
tua imagem
que se diluia na distância.

Shirley Brunelli Crestana

1 de março de 2011

INDIFERENÇA

Sem pudor
a noite desabotoa suas vestes
e eu espio estrelas
tatuadas em sua pele.
Os astros divertem-se
desvendando os meus segredos
enquanto piso a madrugada
bocejando minha preguiça.
Livre de quaisquer sentimentos
desenho nas calçadas
com traços brancos de sono
o perfil da solidão
que me acompanha.

Shirley Brunelli Crestana

25 de fevereiro de 2011

NÓS

Eu navegava
sozinha
no rio do tempo.
Foi bom
ter encontrado
o teu barco.
Hoje sou música
inédita
e harmoniosa
executada
no compasso
 do teu corpo.

Shirley Brunelli Crestana

ABSTRAÇÃO

Sou um ser
invadido pela lua
pleno de loucas idéias
que não sabe direito onde se perdeu.
A alma nua e transparente
que numa jornada sem direção
um dia escapou pelos olhos
futua nas frias madrugadas
em busca de uma saudade
jamais sentida.
Escondo o passado
no fluir da vida
como se a indiferença
tivesse tomado conta de mim.
Vou deixar acontecer
e quero que nova paixão me arrebate
em pleno anoitecer.

Shirley Brunelli Crestana

21 de fevereiro de 2011

AUTODEFESA


Pressinto a ira
quando chegas assim
com olhos lúcidos e frios.
Porque conheço
teu jogo de palavras
busco a frase certa
guardada no sangue.
Contudo
enlouquecida
deparo-me
com portas fechadas
e muda fico
à espera de lâmpadas
que dentro de mim
jamais se acendem...

Shirley Brunelli Crestana

17 de fevereiro de 2011

TENTATIVA

Enquanto me consomem
as brasas da insegurança
nos meus lábios habita
a flor dolorida
do conformismo
do imutável
das coisas como são.
Porque odeio teu silêncio
procuro um escudo
um motivo para viver
e de tudo te faço ciente
através dos meus versos desvairados.

Shirley Brunelli Crestana

14 de fevereiro de 2011

BRILHO NOS OLHOS


Possuo desejos e sonhos
esmagados
pela velocidade do tempo.
Fito os teus olhos
faróis tardios e enigmáticos
que se acendem
quando falas das tuas coisas
dos teus amigos
da tua vida.
Fito os teus olhos
com olhar imprudente
e muita aspiração fora de hora.

Shirley Brunelli Crestana

11 de fevereiro de 2011

OBSTÁCULOS

Não pressentes
minha alma aflita
nem o silêncio
que me inflama os lábios...
Não brinques comigo
sei dos caminhos inóspitos
trilhados nos tempos idos.
Não venhas agora
com esse jeito sensual
enfraquecendo-me os sentidos.

Shirley Brunelli Crestana

8 de fevereiro de 2011

PASSIVIDADE

De repente
pleno de paz
o sono chega
estagnando o meu ser
inibindo os meus sentidos
apagando as imagens.
Chega devagar e cauteloso
como um ladrão
roubando tudo de mim
até a contemplação
do misterioso Universo...
 
Shirley Brunelli Crestana

5 de fevereiro de 2011

FADIGA

Sozinha
busco o impossível
tecendo fantasias
com a imaginação.
Tua susência constante
enche-me
de angústia e de cansaço.
Assim
cada vez que regressas
encontras menos de mim
a te esperar.

Shirley Brunelli Crestana

3 de fevereiro de 2011

INDECIFRÁVEL

Jogo um pouco do meu tempo
ficando inerte
no fio de alguns minutos.
A incerteza do presente
percorre a carne viva
dos meus sentidos.
Se sou o que faço
então
não sei quem sou.

Shirley Brunelli Crestana

31 de janeiro de 2011

RESTOS

Rumino palavras
quebro estruturas gramaticais
modifico frases completas
e tento escrever minhas verdades
com a haste agoniada de uma flor.
O coração bate forte
confundindo vocábulos
roubando-me a paz...
Quando a lua trilhar os espaços
restarão minhas entranhas secas
e as cinzas das minhas idéias.
 
Shirley Brunelli Crestana