Não me importo
se a chuva molha a roupa no varal
se a erva daninha invade o jardim
se o outono enche
de folhas amarelas o meu coração...
Não me importo
se todas as abelhas usam
a mesma escala matemática
para construir os seus favos
ou como o besouro voa
sendo ele totalmente antiaéreo...
Não quero saber
se meus poemas tem rima
se as estrelas fazem amor ao ar livre
se tenho calos nas mãos
ou se a garganta arde de solidão...
Que importância tem isso
no desenrolar dos meus dias?...
Não quero saber
estou cansada
Não quero saber
estou cansada
fujo de tudo
aperto um botão
desligo a chave
e pronto!
Shirley Brunelli Crestana













36 COMENTE AQUI:
Quero aprender onde fica este botao, apertar e desligar de tudo...
Beijos...
Às vezes, sabe bem não querer saber de nada.
Excelente poema!
Bjs
Isso é sensacional... fugir das mesmices e dedicarmo-nos a nós tão somente! Espaço nobre para nossa sobrevivência! Parabéns!
Abraço.
Como sempre, um excelente poema!Adorei
Beijo, bom fim de sábado.
http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/
Oi Shirlei que poema ótimo.
E como é bom amiga, saber fugir da rotina...Saber se desligar!
Isto é muito importante!
Amei!
Beijos, e uma ótima tarde!
Mariangela
É isso mesmo Shirley,de vez em quando precisamos desligar o botão,sair da rotina,não importa-se com nada e viver a vida.
Adorei.
Bjs e um lindo final de semana.
Carmen Lúcia.
Lindo poetar amiga Shirley, quando quero "fugir", eu aperto o botão e só quero dormir!
Quando acordo percebo que voltei renovada, pronta para ver que, o que nos dá essa sensação de "semi depressão", é a alma que busca algo que não consegue saber o quê, aí o espírito fica "quebrantado"!
Amei ler e deixo um abraço bem apertados!
EXCELENTEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE.
ABRAZOS
Por vezes esse botão faria bem,rs Linda! bjs, chica
O besouro é bem desajeitado ao voar mesmo, agora deligar meu coração das coisas que moram dentro dele,, (L)dai é quase que impossível.
Aprendi que há estados de alma que devemos deixar vir e deixar passar, espontaneamente, apenas olhando-os como observadores de nós mesmos.
Lutar contra eles, assim como neles mergulhar de cabeça, ambos têm o efeito de marcá-los ainda mais, a ponto de mancharem nosso ser e nos fazerem reagir como pequenos cães dando voltas à cerca de uma esfinge de nuvens, que se esvairia com o vento da mudança de outro dia.
Divino poema...!
Um grande abraço, feliz domingo!
Bíndi & Ghost
Querida Shirley,
É a maturidade que nos ensina a procurar esse botão. Mas, convenhamos, nem sempre é fácil e exige de nós um esforço suplementar!
Beijinho e bom Domingo!
:))
Superior este poema, me encanta ese ser desenfadado.
¿Que más da que rimen tus verso, si son igualmente bellos? Tienes una gran capacidad de expresar tus sentimientos y te felicito por ello.
Te dejo un abrazo inmenso.
Se muy muy feliz.
Si Shirley. Creo que las estrellas... Bailan libres y al son de tus exquisitas letras.
Te dejo mi gratitud y mi estima.
Un beso.
Oi Shirley!
Contemplar sem interferir!
Deixar a vida fluir no ritmo do universo!
Beijo carinhoso, feliz semana!
o botão que desliga a chave é o mesmo que a liga...
há momentos para tudo.
beijo
Esse botão imaginário dá cá um jeito, pena ser irreal, mas nas irrealidades
nascem as coisas mais belas, PARABÉNS pelo blogue ser distinguido, merece,
beijo amiga e boa semana
Oi, Shirley...é muito ruim sentir-se assim, mas o consolo é saber que como tudo é vário e mutante, isso também passa.
Um abraço
Muy bello Shirley y gracias por tu visita y comentario sobre el río Mapocho.
Abrazo austral.
Tem dias em que apetece mesmo não decifrar gestos nem memórias... Gostei muito do poema.
Um beijo.
Olá Shirley, me identifiquei muito com a sua poesia, muitas vezes tenho essa imensa vontade de desligar e pronto!
Ótima obra!
Grande abraço, sucesso e boa semana!
Shirley, faço o mesmo. Desligo-me e pronto. Os amigos entendem e isso sim é importante. Respeito!
Adorei o poema.
Shirley,
O seu poema (‘Apatia’) deve ter nascido num momento em que você não pode aprisionar no peito a onda de inspiração que se estendeu até a praia com sua espuma rendada.
Parabéns.
Abraços.
Muita vezes é bom desligar....
Bjbj Lisette
Muito bom Shirley. Tenho me desligado um pouco, acho que encontrei um botão assim. Aqui na telinha ando um pouco sumida por conta da minha visão, em breve devo fazer cirurgia para correção de catarata e espero que corra tudo bem para retornar ao blog. Um grande abraço.
Olá queridoka,
O poema é mesmo o retrato da apatia.
Excelente, amiga.
De vez em quando bate mesmo a vontade de fugir e desligar de tudo. Ainda bem que passa. Bom que temos a opção de fazer desligamentos provisórios, através de um mergulho interno, que sempre nos revigora.
Seus poemas nem precisam de rimas, pois o diferencial e chique dos mesmos é exatamente a forma descompromissada e descontraída com que sao elaborados. Adorooo!
Beijo.
Oi, Shirley, o problema é encontrar esse magnífico botão no meio dessa confusão sentimental que traz essa apatia!!
Cadê o ânimo? Não há ânimo...
Gostei muito! Real, verdadeiro. O cotidiano.
Beijos!
Oi Shirley queridissima ! Pois é, tenho que aprender a não importar mais, e a desligar essas bendita chave ...Agora onde esta essa chave ? Diga-me ! please ! rsrs Muito reflexivo o que escreveu ... grato ! beijosss
Esse cansaço me parece terrível. Ausência de perspectiva, profunda falta de tesão. Acordar e dormir, sem anda mais a fazer. Entendo... Nem tudo depende da gente. Essa apatia parece depressão. Excelente poetisa. Umas das melhores coisas que já li por essas bandas. Beijos!
¡Hola Shirley!
Paso a dejarte un abrazo y desearte un optimo fin de semana, Poeta Grande.
besiños.
Às vezes, o melhor mesmo é não querer saber de nada.
Mas eu sei que este poema é excelente, minha amiga. A sua inspiração é sempre enorme.
Shirley, bom fim de semana.
Beijo.
Estive muito tempo ausente, querida amiga e sabes bem o motivo. Essa apatia surge muitas vezes em todos nos e eu não a considero boa. É sinal de desânimo, de cansaço, de não sabermos como seguir em frente. Temos que ter muita força para enfrentar essa apatia e a melhor maneira, penso, é refletir e tentar entender essa inquietude que invade a nossa alma. Tenho conseguido algum sucesso nesse aspecto, tentando doar algum do tempo que me sobra a pessoas idosas, sozinhas, as quais uma pequena conversa é o bastante para que o vazio delas se preencha. Amiga, adorei o poema ! Beijinhos e um bom fim de semana
Emilia
OI SHIRLEY!
BOM SERIA SE NESTES DIAS EM QUE NOSSO CORAÇÃO ESTÁ ASSIM, REPLETO DE DESÂNIMO, PUDÉSSEMOS APENAS DESLIGAR UMA CHAVE E PASSAR PARA OUTRA, MAS, COMO PARA O POETA TUDO É POSSÍVEL, VOU CRER NESTA POSSIBILIDADE.
LINDO COMO SEMPRE.
ABRÇS
http://. zilanicelia.blogspotcom.br/
"Que importância tem isso
no desenrolar dos meus dias?..."
Eis a questão: conseguir identificar o que tem sentido para nós, cada facto, em cada dia! Será a suprema sapiência e há que a tentar alcançar. De resto, o teu poema nada tem de apatia!
Gostei muito, amiga. Bjo :)
Uma apatia muito reflexiva. Que importam as grandes questões ou as pequenas sabedorias, se há dias em que até nos temos de perguntar quem somos?...
Interiorizemo-nos, fechemos a porta, para que o mundo não nos surja como algo de alheio.
Muito belo!
xx
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