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26 de abril de 2015

TODOS OS DIAS


Amanhece
agradeço o sono reparador
abro portas e janelas do corpo etérico
e deixo entrar o fluído vital.
Conscientizo-me
dos ruídos da manhã
da algazarra dos passarinhos
do sol que escorrega pelos telhados
e faz desenhos de luz no muro do pomar.
Ilusão da vida física
essa quietude durará pouco
logo mais
o vizinho fará uso da guitarra
do afinador 
do metrônomo e dos pedais
durante todo o dia.
Vai exercitar muitas melodias
quinhentas vezes a mesma escala
 treinar mil arpejos e saltos...
Entretanto
transcendo a realidade
não acho ruim
é sinal de vida aqui
distante do centro da cidade
e até divirto-me ao ver o tempo
tapando os ouvidos com as mãos. 
Mesmo assim 
apesar da singularidade do que sinto
e do influxo das vibrações sonoras
me afeta certa nostalgia
 falta alguma coisa...
Vou descobrir o que é.



Shirley Brunelli Crestana

18 de abril de 2015

JÁ NÃO SOMOS PARALELAS


Procuro-te
com a visão interior
e vejo-te sombra
imagem fluida
lânguido
preguiça no tapete.
Vendo-te frágil
cubro-te com a energia
dos átomos e moléculas
e querendo-te perfeito
imagino-te
místico
consciente
inquiridor.
Porém
confesso
não gosto de tuas limitações
dos teus dialetos
-- sei como abarcar todos os idiomas --
busco novas dimensões
quero outra amplitude.
Mesmo assim
não há mal algum
que de vez em quando
eu te procure sombra
no tapete de minha memória.

03/01/2012

Shirley Brunelli Crestana

11 de abril de 2015

É CHEGADA A HORA

 

É noite outra vez
e parece-me ouvir da boca das estrelas
indolente canção de ninar.
 Ideias melodramáticas
 e em grande ebulição
resmungam na sala
ao depararem-se
com minhas fraquezas
expostas sobre a mesa
junto às lições negligenciadas
que depressa trato de esconder
numa escura e confiável gaveta.
O tempo aconchega-se na penumbra
e inexplicavelmente
sem que eu compreenda
me faz merecedora e prenhe
de paz e de liberdade...
Antes que a madrugada chegue
 se esgueirando  como serpente
é preciso dar à luz este poema
já sinto a dilatação da mente...


Shirley Brunelli Crestana

4 de abril de 2015

ATITUDE PERIGOSA


O vento passa
roubando o verde do jardim
o amarelo do sol
o vermelho do meu batom.
O vento volta
com pompa de arauto
diz coisas sem sentido
estremece meus alicerces.
Ele vem
espia pela incauta janela
brinca com a minha saia
pisoteia minha tolerância
e depois
levando as cores da manhã
vai embora rindo
feito rio caudaloso
em direção ao futuro...
Os minutos
e o omisso relógio viram tudo
 nada fizeram para proteger-me.
Fico brava em silêncio
sem sonho sem nada
e não importa  minha sina
posso tornar-me assassina...
É isso mesmo
hoje vou matar o tempo!


Shirley Brunelli Crestana