Apática
paro no meio da tarde
enxugando
com pensamentos desconexos
os poros suados do tempo.
Um menino volta de onde não foi
e mulheres passam carregando
suas sacolas e seus pesares.
Na esquina
um guarda de trânsito se esmera
para no fim do mês garantir o pão
e mais uma vez o semáforo abre...
Para onde vão tantos carros?...
Um sabiá canta
uma folha cai
eu olho...
Shirley Brunelli Crestana















