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30 de novembro de 2013

SOL INTERIOR


A vida é um jogo
e penso conhecer suas regras.
Sei porquê estou aqui
e para onde vou.
Incontáveis viagens e retornos
 desfazer as malas
rever a bagagem
contar os acertos
drenar os erros...
Tempo-espaço
passado e futuro
não existem
tudo é agora.
No mundo das formas
sou massa atômica
espaços vazios
 ilusão.
Corpo físico
energia condensada
densa
lenta
pesada...
Oh! Alma
evolui
torna-te cada vez mais sutil
candidata-te à nova dimensão
com louvor
pois
tenho pressa
quero encontrar
 o meu Sol interior...


Shirley Brunelli Crestana

23 de novembro de 2013

LUZ APAGADA


Incógnita parada à porta
horas escuras  você não veio
véus abstratos ocultam a lua tatuada no céu...
A contraditória vida
efêmera e sem disfarces
hoje esqueceu o enredo
perdeu a graça.
Em meio ao cúmulo de estrelas
em pálidas convicções
vagueia a imaginação conflitante
 e sem a sua presença
desconsolada e triste
me afogo no fundo desse instante...


Shirley Brunelli Crestana

16 de novembro de 2013

SILÊNCIO E MEDO


Um último olhar para a cortina
que se contorce nos braços do vento
depois o peso do vazio
e o caminhar lento até o quarto insípido.
O silêncio angustiante do campo
e a mente indomada
enclausuram
sombrios e indesejados pensamentos.
Já deitada na cama fria
pelos cômodos da casa ouço das horas
os passos arrastados.
De repente
feito louco o coração palpita
apavorada transpiro
procuro não respirar
pois ainda nem alcancei o estado alfa
me assusta um estalido na porta...
Se eu não estivesse sozinha
 não sentiria tanto medo
nem precisaria  fingir que estou morta...


Shirley Brunelli Crestana

9 de novembro de 2013

TEMPESTADE


Agora que a tempestade passou
as folhas valsam felizes ao vento
e do temporal computam
 o estrago que sobrou...
Ainda assustada
abro todas as gavetas
à procura de velhas lembranças
para secar o sábado que a chuva molhou...


Shirley Brunelli Crestana

2 de novembro de 2013

CANTADA


Estava eu noite sozinha
nos bastidores da solidão
remoendo dura saudade
quando sorrateira tentação
subornou minha inércia.
Resoluta
abri a porta e fui para a madrugada
 admirar a fosforescência do céu estrelado.
Enquanto caminhava
 pelas sombras da calçada
numa suave passividade
- você não vai acreditar-
que susto
inesperadamente
 ouvi uma cantada do luar!...



Shirley Brunelli Crestana