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25 de agosto de 2013

MORADA DO SILÊNCIO


O silêncio que meus olhos não vêem
mora nos cantos desta casa
gosto dele
nos falamos em voz alta...
Outros seres aqui residem
as pombas que barulham nas calhas
e me acham uma pedra vazia e fria
não me amam como me amava o meu cãozinho.
Porque subo na escada
destruo seus ovos e seus sonhos
e elas
 ignoram como isso dói no fundo de mim mesma.
Eu gostaria 
que o silêncio fosse um pássaro
e as pombas fossem anjos
em um mundo mágico e fugaz...
Assim
eu estaria entre asas
em meio aos risos
inebriada de paz...

Obs.- As pombas transmitem doenças, 
danificam as calhas e reproduzem-se rapidamente.

Shirley Brunelli Crestana

18 de agosto de 2013

QUERO TE FALAR


Amor
quero te falar sem códigos
sem símbolos ou sinais cabalísticos.
Quero te falar dos anseios
que me assaltam nas horas insones
e me fazem jogar âncoras
no oceano silencioso dos teus olhos.
Coisa estranha essa de sentir tanta saudade
não mais ser livre
e ficar presa no universo de tua pele.
Amor
hoje posso morrer e virar pó
mas
seja como for
em todos os tempos
direi que te amo
porque a vida
não é uma só.


Shirley Brunelli Crestana

11 de agosto de 2013

PROVOCAÇÃO


Esse chuvisco arrastado
nocauteando numa nota só
as tímidas telhas do meu quarto
marca o compasso de um transe crescente
que me arrebata de forma gradativa
para além da matéria
e me desafia a ficar desnuda
nesta noite solitária.
Maliciosa
atrevida
arrojada
 sem plateia
danço e rio
 diante dos sonhos espantalhos
estrategicamente camuflados
nas cores da colcha de retalhos...


Shirley Brunelli Crestana

4 de agosto de 2013

OLHAR DE ABISMO


Meu  espírito
desliza devagar como um cisne
nas cores serenas
da luz macia do crepúsculo.
A tarde toma cicuta e morre lentamente
diante do meu olhar de abismo.
Minha boca muda
rasga a rústica veste do destino
enquanto as primeiras e inquietas estrelas
mostrando decotes iluminados
instalam-se no céu da noite.
Dói muito carregar nas costas
o pesado e velho tempo
sem perspectiva e sem chão...
Estou farta 
de mentiras
de vinho
e de solidão...


Shirley Brunelli Crestana