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30 de junho de 2013

TEU PARADEIRO


Procuro-te nas horas embebidas de saudade
nas sombras desenhadas pela lua cheia
na evidente palidez do vento
com cartazes pendurados nas minhas incertezas.
Procuro-te com a força dos desejos
e com a nudez desta agonia.
Nesta noite estilhaçada
estarei insone nas mãos do tempo
e machucada atravessarei tua ausência.
Marionete das horas impiedosas
seca-me a garganta quando um grito em chamas
equilibra-se no fio cortante dos meus medos.
Tresloucada
procuro-te
nos sons que passam
e nas bocas que se calam...


Shirley Brunelli Crestana

22 de junho de 2013

POR QUE NÃO?


Os poetas moram nos jardins do céu
em alamedas amarelas de girassóis
em casas feitas com tijolos de ternura
argamassa de serenidade nas paredes
onde o vento é colorido e melodioso
as águas brotam da imaginação
e as flores se iluminam quando o sol se apaga.
Os poetas jogam dados com as rimas
e fazem versos às crianças itinerantes
que chegam
cantam
contemplam e partem
sem deixar laços ou raízes.
Lá não há sombras
nem pedras ou cinzas
nem mesmo dores.
Quando a noite chega
os poetas quase etéreos
 confraternizam-se ao luar
alimentam-se do magnetismo atmosférico
porém
às vezes
alguns bebem muito nas entrelinhas
e depois importunam as estrelas...


Shirley Brunelli Crestana

16 de junho de 2013

SEU NOME


Encontro seu nome
em meio aos papéis velhos
no fundo de uma gaveta emperrada...
Surpresa
olho ao redor
tudo igual
a janela
o vento morno
o gato sonolento
a rosa desabrochada...
O coração bate forte
e o passado escancara
  indefiníveis lembranças
  imensuráveis vazios
confusos semblantes...
A saia pregueada
do uniforme azul e branco
a rua do colégio
 os rapazes da Faculdade
postados na esquina...
No regaço da memória
destaca-se uma imagem
um rosto
seu nome...
Afinal
por onde andará você?...


Shirley Brunelli Crestana

8 de junho de 2013

TODOS SE ENGANAM


Debruço-me na sonolência da janela
e invejo as estrelas que se banham
na lagoa escura do firmamento.
Enquanto bordo pedaços de tempo
espeta-me a pele a saudade do teu olhar...
Tenho um bisturi sempre à mão
para extirpar as emoções indesejadas
e engana-se quem pensa
que tenho empatia com a dor.
Sou feita de matéria
também de alma
e podem até dizer
que tenho a cabeça oca
mas
sei muito bem como entornar
a taça de vinho em tua boca...


Shirley Brunelli Crestana

2 de junho de 2013

INQUIETAÇÃO



Dispo a máscara
e  posto-me à margem de mim mesma
como se espiasse o fundo de um poço.
Bom seria
apagar as fraquezas dessa trajetória
afastar os medos
gargalhar ante a dor 
para depois
morrer em segredo
a tudo alheia
e como último desejo
queimar a página envelhecida
onde guardo esta poesia feia...

Shirley Brunelli Crestana