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30 de março de 2012

PERMISSÃO



Não faças uso
do teu riso áspero.
Deixa-me
numa derradeira vez
te olhar e te ouvir.
Em troca
te prometo o silêncio.
Não me mandes embora
meus lábios nada pedirão
de nada preciso...
Tenho
a semente das tardes
o mel das estrelas
as águas da esperança...


Shirley Brunelli Crestana

24 de março de 2012

BRAVURA

  
 Penduro meus desejos
na verticalidade das estrelas cadentes
e parindo rimas novas
bebo na taça inefável da noite.
Atrevida e selvagem
zombo dos cáusticos e cínicos
que dormem em trevas
agasalhados pela falsa inocência.
Como ave que emerge e voa
minha coragem alcança a rua
e ateando fogo no silêncio
espreita a madrugada
que desfila negra e nua.

Shirley Brunelli Crestana

17 de março de 2012

PERPLEXIDADE



Há um desapontamento sem nome
escancarado nos meus olhos
e um grito sem amanhã
que violenta minha paz interior...
Nada faz sentido hoje
para esse coração agora de aço
insistente
teimoso
sem-vergonha
que circula em marcha lenta
dentro de todo poema que faço!


Shirley Brunelli Crestana

9 de março de 2012

INCERTEZA



Você já foi uma  estrela-guia
sua luz se estendia sobre o meu mundo
porém
o amor não conhece a paz
e a inquietação de sua alma ficou entalhada
 nas portas de minha angústia.
Hoje você emerge
de suas decisões conturbadas
e me pede para voltar.
Quem sabe?
Talvez um dia
eu apareça sem avisar...


Shirley Brunelli Crestana

2 de março de 2012

NOSTALGIA



Não sei de onde vem
a saudade de mãos entrelaçadas
a culpa de amores proibidos
o gosto de páginas viradas...
Esse cheiro de lua cheia
essa dor de chaga aberta
não sei se vem do céu ou do mar...
Escondo-me
sob as asas claras da noite enluarada
e curvo a fronte
diante da taça transbordante dos desejos...
O tempo escapa-me  depressa
e como nau perdida
resta-me apenas repousar
no azul contagiante
do teu olhar.


Shirley Brunelli Crestana